“Legal Operations: toolkit de gestão para as equipas jurídicas” explicado pela PLMJ

  • ADVOCATUS
  • 2 Junho 2021

O webinar organizado pela PLMJ contou com o managing partner Bruno Ferreira, Lola Conde, do Banco Santander, e Patrícia Marques Ferreira, da Outsystems.

Os departamentos jurídicos das grandes empresas enfrentam atualmente um conjunto de desafios acrescidos: num ambiente regulatório cada vez mais exigente, o volume de trabalho aumentou de forma exponencial, a complexidade dos assuntos tratados e a pressão para controlar custos, exige uma capacitação diferente destas equipas. Operações jurídicas significam adicionar uma função de gestão aos departamentos jurídicos das empresas, à semelhança do que se encontra tradicionalmente nas outras áreas de gestão, organizada em torno de competências que vão desde a a análise ao design de serviços para tornar o jurídico eficiente, eficaz e adequado para os negócios modernos.

Na webtalk – organizada pela PLMJ e que contou com a moderação de Bruno Ferreira, managing partner da PLMJ – Lola Conde, do Santader, explica que a sua estratégia assenta na formação. “O desafio foi mudar os nossos advogados, moldar. E por isso criamos a Legal Academy porque aí se faz a fusão entre o legal departament e o resto da equipa. “Fazemos sessões transversais onde várias pessoas dos vários países partilham experiências. Conhecemo-nos e é mais um diálogo do que uma sessão de formação propriamente dita. Falamos inclusive de inteligência emocional”, explica a advogada. Lola Conde falou ainda da experiência de trabalhar em gestão de crises, no decorrer da pandemia. “O trabalhar remotamente acabou por ser uma coisa boa. Transformamos o problema em algo muito eficiente”, E acrescenta que acabaram por gerir os problemas de forma mais eficiente “e isso juntou-nos”.

Pensar a organização dos departamentos jurídicos das empresas com critérios de gestão semelhantes ao que era comum encontrarmos em áreas historicamente mais estruturadas como as financeiras, por exemplo, é uma mudança disruptiva e com impacto não só nas empresas, mas também na forma como as grandes firmas de advogados somam valor aos seus clientes.

Como funcionam estas equipas e que impacto têm na organização e no negócio tornou-se um hot topic no setor, onde há ainda caminho a fazer para muitas empresas que procuram sobretudo mais eficiência, sem sacrificar qualidade.

Numa tentativa de identificar as melhores práticas nesta área, o Corporate Legal Operations Consortium e a Association of Corporate Counsel (ACC) definiram cinco grandes áreas estratégicas de atuação das equipas legais: fornecedores, risco, conhecimento, área financeira e de orçamento e gestão tecnológica. E a investigação conduzida sobre o funcionamento destas equipas conclui que as organizações que estabeleceram verdadeiras equipas legais estruturadas em torno destas cinco dimensões e obtiveram benefícios claros em termos de qualidade do trabalho jurídico e maior eficiência na gestão dos recursos.

Desta feita, Patrícia Marques Ferreira explicou, na webinar organizada pela PLMJ, que a ACC é uma organização de in house lawyers, de forma a criar uma verdadeira comunidade, e que conta com 50 mil membros espalhados pelo mundo. Bruno Ferreira referiu que muitas vezes a função de in house lawyer “é uma função um pouco solitária” e existir a ACC acaba por ser reconfortante, para partilhar experiências. “Concordo mas há muitas empresas em que as legal teams são pequenas, comparativamente aos restantes departamentos dessas mesmas empresas, que são grandes”, explicou a representante da Outsystems. “Houve uma altura em que esta função era uma segunda escolha mas, agora, é muito mais do que uma segunda escolha, eu quero estar muito mais próxima do negócio, eu quero estar numa posição em que aprendo, quero saber do negócio, quero participar nos resultados da minha empresa. A minha motivação passa muito por esses resultados da empresa e por isso acho que o ‘glamour’ desta função está a aumentar. E vimos que o número de contratações destes profissionais está a também a subir”, concluiu.

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