Swissport em Lisboa para tentar comprar a Groundforce

Acionista Alfredo Casimiro ainda não desistiu da alienação da participação na empresa de handling, que está atualmente a negociar com os suíços da Swissport.

A Groundforce está em processo de venda e há vários interessados na empresa de handling. Depois de o fundo espanhol Atitlan se ter afastado e das negociações com os belgas da Aviapartner terem abrandado, é agora a vez dos suíços da Swissport. Segundo apurou o ECO, o CEO da empresa está em Lisboa para fazer visitas técnicas e avaliar a operação.

Logo no início do ano, quando começaram as dificuldades financeiras da empresa (causadas pelo impacto da pandemia no setor da aviação), sugiram manifestações de interesse de vários players internacionais para comprar a Groundforce. Já depois de meses de negociações com a TAP (principal cliente e acionista minoritário com 49,9% do capital), Alfredo Casimiro (dono de 50,1% através da Pasogal) anunciou a 8 de maio estar disponível para vender a participação que detém.

O empresário contratou o banco Nomura para assessorar um eventual negócio. Após o fim de um período de negociações exclusivas com os espanhóis da Atitlan, Casimiro dizia ter dado “instruções” para que “seja dada especial atenção à Aviapartner”, empresa belga que já tinha tentado comprar a Groundforce há uma década. Mas também estas conversações não chegaram a bom porto e, mesmo ainda havendo esta possibilidade, o ECO sabe que as partes não se entendem sobre o preço.

O parceiro preferencial é agora a Swissport, cujo CEO para Espanha, Juan Pablo Urruticoechea, tem estado em Lisboa nos últimos dias a realizar visitas técnicas à Groundforce. Tal como aconteceu com os belgas, também os suíços já tinham estado entre os interessados em comprar a empresa de handling há uma década, quando a TAP foi obrigada pelas autoridades de concorrência europeias a reduzir a participação e passar a minoritária.

Na altura, tudo parecia encaminhado para uma venda à Aviapartner, mas a demora no processo, numa altura em que a Groundforce estava em contra relógio para poder concorrer a licenças de assistência em terra nos aeroportos de Lisboa e Porto levou a alterações de última hora. A companhia aérea voltou a contactar os interessados iniciais na aquisição, de entre os quais o Grupo Urbanos de Casimiro, que acabou por fechar a compra.

Agora, o negócio volta a estar no mercado, apesar de a Groundforce estar em risco de insolvência no seguimento de um pedido feito pela própria TAP. Na altura, o acionista maioritário alertou que a venda poderia estar em risco e escreveu ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, “procurando sensibilizá-lo para o facto” de a decisão “contribuir em muito para o agravamento da situação da empresa” de handling.

A participação da TAP não deverá estar incluída neste negócio, mas o CEO interino Ramiro Sequeira já disse que nenhum cenário está fora de questão. O ECO tentou contactar a Pasogal, a TAP e o Governo sobre o assunto, mas não obteve respostas.

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