Depois do Reino Unido, Dinamarca também quer enviar refugiados para o Ruanda

A Dinamarca está em negociações com o governo do Ruanda sobre um eventual acordo para reenviar migrantes e requerentes de asilo de várias nacionalidades para o país da África Oriental.

A Dinamarca está em negociações com o governo do Ruanda sobre um eventual acordo para reenviar migrantes e requerentes de asilo de várias nacionalidades para o país da África Oriental, anunciou o ministro dinamarquês da Imigração e Integração, em comunicado, citado pelo Politico.

Estas negociações surgem cerca de uma semana depois de o Reino Unido ter chegado a acordo com Ruanda “para acolher os requerentes de asilo e migrantes, e oferecer-lhes formas legais de viver” no país, afirmou o ministro ruandês dos Negócios Estrangeiros, Vincent Biruta, a 15 de abril, numa declaração divulgada pela agência France Presse.

Este acordo vai custar ao Reino Unido cerca de 120 milhões de libras (cerca de 144,14 milhões de euros à taxa de câmbio atual) e passa por reenviar os refugiados que passam o Canal da Mancha, para chegarem a solo britânico à procura de asilo, para o Ruanda. Esta decisão gerou duras críticas por parte de várias ONG’s internacionais, que apelidam o plano de “cruel e desagradável”.

Não obstante, segundo o Político, as autoridades dinamarquesas defendem que um acordo como o feito pelo Reino Unido é a melhor maneira para evitar que os refugiados caiam no negócio de tráfico de pessoas. “É necessária uma reforma do atual sistema de asilo para romper com o modelo de negócios cínico dos contrabandistas de seres humanos”, justificou Mattias Tesfaye, ministro da Imigração e Integração da Dinamarca.

O assunto vai ser discutido na próxima semana pelo Parlamento dinamarquês, sendo que em junho de 2021 os deputados dinamarqueses aprovaram uma lei que prevê a transferência de requerentes de asilo para fora da União Europeia, apesar de a iniciativa ter merecido a oposição por parte da Comissão Europeia e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

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