Governo chama 16 associações empresariais para discutir “mitigação” das tarifas
O Ministério da Economia vai ouvir representantes das empresas sobre as novas tarifas dos EUA à União Europeia, incluindo "medidas de mitigação".
O Governo vai reunir na próxima semana com 16 associações empresariais para “avaliar o impacto e as medidas de mitigação das tarifas anunciadas” pelos EUA esta quarta-feira. A “ronda de reuniões” irá decorrer entre quarta e sexta-feira da próxima semana, anunciou o Ministério da Economia num comunicado.
O ECO noticiou também esta quinta-feira que o Governo vai criar um grupo de acompanhamento da guerra tarifária e está a desenhar medidas de apoio ao nível do Compete e do Banco de Fomento. A intenção é ajudar as empresas a resistir a este novo cenário no comércio internacional.
Os encontros promovidos pelo ministério da Economia, que vão decorrer em Lisboa e no Porto, contarão com a presença de representantes da AICEP, IAPMEI, Compete, Direção-Geral das Atividades Económicas (DGAE) e Banco Português de Fomento (BPF), procurando “abrir um canal de diálogo com os setores que serão mais afetados pelo modelo das ‘tarifas recíprocas‘”, adianta o comunicado.
O objetivo é ouvir as associações representativas das empresas com maior exposição aos EUA, para perceber qual o impacto das medidas anunciadas por Donald Trump, assim como escutar as suas propostas “para o mitigar e minimizar esse impacto nas exportações nacionais”.
“Nos encontros bilaterais com as associações, a que se seguirão outras reuniões mais alargadas, o Ministério da Economia dará ainda nota do que está a ser articulado com a União Europeia para responder às novas tarifas e as medidas de proteção que estão a ser desenhadas para os diferentes setores de atividade”, acrescenta o mesmo comunicado.
As 16 associações chamadas para dialogar com o Governo incluem vários setores de atividade, que vão desde o automóvel (AFIA), à metalomecânica (AIMMAP), ao têxtil e vestuário (ATP e ANIVEC), calçado (APICCAPS), cortiça (APCOR), combustíveis (EPCOL), setor elétrico e eletrónico (ANIMEE), borracha (APIB), mobiliário (AIMMP), indústria de curtumes (APIC), têxtil lar (ANITLAR) e laníficios (ANIL). Estão ainda incluídos os representantes dos patrões, a CIP (Confederação Empresarial de Portugal), assim como a AIP – Associação Industrial Portuguesa e a AEP – Associação empresarial de Portugal.
(Notícia atualizada às 15h05)
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