Banco de Inglaterra corta taxas de juro em 25 pontos base para 4%

A reunião do Comité de Política Monetária foi, no entanto, animada, com cinco membros a votarem a favor do corte e quatro contra, isto numa segunda ronda de votações após uma primeira inconclusiva.

O Banco de Inglaterra (BoE) reduziu esta quinta-feira a taxa de juro diretora em 25 pontos base para 4,0%. A decisão era amplamente esperada por analistas e investidores mas foi renhida, com os Comité de Política Monetária divididos sobre o quinto corte em 12 meses e a obrigarem a uma inédita segunda ronda de votações.

Numa sondagem da Reuters publicada a 24 de julho, uma maioria de 83% dos economistas, 62 de 75, afirmou esperar mais dois cortes de 25 pontos base este ano – em agosto e novembro –, mantendo o ritmo de um corte por trimestre. Isso colocaria a taxa diretora em 3,75% no final do ano, e mais duas reduções são esperadas em 2026.

Cinco dos membros do Comité votaram a favor do corte e quatro contra, com a divisão a espelharem diferentes posições sobre como o banco central deve tentar controlar a inflação, que em setembro deverá atingir 4%, ou seja, precisamente o dobro da meta do BoE.

Essa nova projeção para a inflação resulta de uma revisão face aos anteriores 3,7%, com o banco central a afirmar que permanecerá atento ao risco de que o aumento dos preços — especialmente dos alimentos — impulsione acordos salariais e pressões de preços a longo prazo.

“De modo geral, o Comité considera que os riscos de alta em torno das pressões inflacionárias de médio prazo aumentaram ligeiramente desde maio“, admitiu, em comunicado.

O BoE afirmou ainda que espera que a inflação volte à meta de 2% apenas no segundo trimestre de 2027, três meses depois da previsão anterior.

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“Abordagem gradual e cautelosa”

“Nesta reunião, o Comité votou a favor da redução da taxa para 4%, continua a ser adequada uma abordagem gradual e cautelosa à continuação da retirada das restrições da política monetária”, explicou o banco central liderado por Andrew Bailey.

“O calendário e o ritmo das futuras reduções da restritividade da política dependerão da medida em que as pressões desinflacionárias subjacentes continuarem a diminuir”, reiterou.

Em relação ao crescimento económico, o BoE disse que espera uma expansão de 0,3% no período de julho a setembro, acima dos 0,1% do segundo trimestre. As projeções de crescimento a longo prazo pouco mudaram em relação ao relatório de maio, com um crescimento anual de pouco mais de 1% nos próximos anos.

(Notícia atualizada às 13h18)

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