Pedro Castro e Almeida apontado ao cargo de Chief Risk Officer do grupo Santander

  • ECO
  • 22 Outubro 2025

A nomeação como CRO do grupo Santander do atual CEO do banco em Portugal deverá ocorrer no âmbito de um processo de mudanças na estrutura organizativa do gigante espanhol.

Apresentação de resultados do Santander Totta - 04FEV19
Pedro Castro e Almeida.Hugo Amaral/ECO

Pedro Castro e Almeida, CEO do banco Santander em Portugal desde 2019, é o nome favorito para suceder a Mahesh Aditya como Chief Risk Officer (CRO) do grupo Santander, segundo avança a agência Bloomberg, que cita fontes próximas do tema.

Mahesh Aditya deverá ser nomeado CEO do Santander no Reino Unido, após o banco espanhol ter revelado, no início deste mês, que Mike Regnier iria deixar a liderança do Santander UK.

O grupo espanhol indicou, na altura, que o processo de escolha de um novo líder para a operação britânica deveria ficar concluído no início de 2026.

Caso se confirme, Pedro Castro e Almeida ficará responsável pela gestão de risco das operações de todo o grupo, com funções de identificação, avaliação e mitigação dos riscos financeiros, estratégicos e operacionais. E juntar-se-á a outro português no topo da hierarquia do Santander a nível global, Manuel Preto, que no verão deixou o cargo de CFO do banco em Portugal para administrador de contabilidade do grupo.

Castro e Almeida já vem conquistando maior preponderância dentro do Santander. Em 2023 assumiu a liderança das operações na Europa, abrangendo não só Portugal, mas também Polónia e Reino Unido. No mercado britânico, foi chamado em julho para ajudar no processo de integração do TSB, adquirido ao Sabadell, aproveitando a experiência do português nas fusões do Totta com o Banif (2015) e Popular (2017).

No início de agosto, na conferência de imprensa em que apresentou os resultados semestrais do Santander Portugal, questionado sobre a acumulação de funções dentro do grupo, o gestor português respondeu que mantém o nível de “responsabilidade e dedicação” em relação ao antigo Santander Totta, mas admitiu que a parte familiar saiu afetada.

“O que ficou prejudicado foi as horas dedicadas à família”, disse, então, Pedro Castro e Almeida, que revelou que continua a morar em Portugal, apesar do trabalho extra em Inglaterra.

“É perfeitamente natural que eu ou outros quadros possam ser chamados para outros projetos. Isso tem sido uma nota positiva e um orgulho ver muitos portugueses envolvidos em projetos do grupo”, disse, aludindo à promoção Manuel Preto. “Dos cinco quadros de topo do grupo, ter um português pela primeira vez é muito saudável”, assinalou.

(Notícia atualizada pela última vez às 10h30)

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