Costa espera projetos de defesa no primeiro semestre de 2026
O Conselho Europeu apela a que Estados-membros concluam o processo de criação de coligações de capacidades em todas as áreas prioritárias de defesa até ao final do ano.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, anunciou esta quinta-feira que os líderes da União Europeia (UE) chegaram, em Bruxelas, a um acordo sobre a prontidão da Europa na área da Defesa, esperando projetos concretos no primeiro semestre de 2026.
Num texto relativo às conclusões do debate sobre Defesa, no âmbito da cimeira europeia a decorrer esta quinta-feira em Bruxelas, o Conselho Europeu reconheceu o trabalho realizado pelos Estados-membros, tendo apelado a que estes concluam o processo de criação de coligações de capacidades em todas as áreas prioritárias até ao final do ano e avancem com projetos concretos a lançar no primeiro semestre de 2026.
Costa referiu, numa mensagem divulgada nas redes sociais, os progressos feitos nesta área, “com novas ferramentas e instrumentos para reforçar as capacidades de defesa da Europa, seguindo uma estratégia de 360 graus e em plena coerência com a NATO”.
Ainda nas conclusões do Conselho sobre defesa, os líderes da UE apelaram a que sejam operacionalizados os trabalhos liderados pelos Estados-membros em todos os domínios prioritários de capacidades identificados a nível da UE, com o apoio da Agência Europeia de Defesa e com base numa abordagem global coerente, assente nas Orientações Estratégicas, para que a Europa desenvolva todo o espetro de capacidades modernas necessárias, em plena coerência com a NATO.
Os investimentos em defesa irão, segundo os 27 do bloco, reduzir as dependências estratégicas da UE e reforçar a base tecnológica e industrial da defesa europeia em todo o espaço comunitário. Os líderes da UE discutem, em Bruxelas, a intensificação do apoio à Ucrânia e da pressão sobre Moscovo, numa cimeira com a presença do Presidente Volodymyr Zelensky, mas com poucas expectativas de avanços rumo a um cessar-fogo.
Num Conselho Europeu com uma agenda particularmente preenchida, os 27 vão ainda debater temáticas com um cariz mais comunitário, casos das metas climáticas do bloco no horizonte de 2040, a crise na habitação, competitividade e migrações.
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