“Nos próximos meses teremos a situação normalizada” no aeroporto de Lisboa

Ministro da Habitação e Infraestruturas admite que é "um problema reputacional para Portugal". "Traz prejuízos económicos. Estamos a endereçar o problema de frente", garantiu esta sexta-feira.

O Governo prevê que o caos no Aeroporto Humberto Delgado fique normalizado nos próximos meses e admite que as longas filas de passageiros à chegada a Lisboa estão a criar um “problema reputacional” para o país.

As coisas estão, paulatinamente, a normalizar. Acreditamos que nos próximos meses teremos a situação normalizada e em velocidade de cruzeiro”, afirmou esta sexta-feira o ministro das Infraestruturas e Habitação, em audição parlamentar de apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026).

Miguel Pinto Luz reconhece que a situação caótica no aeroporto de Lisboa significa “um problema reputacional para Portugal”. “Traz prejuízos económicos. Estamos a endereçar o problema de frente“, referiu o ministro, acrescentando que é preciso mais profissionais no terreno, mas é necessário “garantir que os profissionais da polícia têm condições dignas”.

Na intervenção inicial neste debate sobre o OE2026, Miguel Pinto Luz disse ainda que, nesta fase, o Governo está a trabalhar para aumentar a capacidade do Aeroporto Humberto Delgado, embora esteja consciente de que é uma “medida transitória”. “Mas assim o exige a economia nacional, tão ancorada no turismo. Porém, não esquecemos as populações da zona envolvente: a pensar nelas, disponibilizámos 10 milhões de euros para medidas mitigadoras do ruído”, recordou.

"Tudo estamos a fazer para que o novo Aeroporto Luís de Camões seja uma realidade dentro dos prazos previstos e sem custos para os contribuintes.”

Miguel Pinto Luz

Ministro das Infraestruturas e Habitação

 

Esta semana o Executivo liderado por Luís Montenegro criou, por despacho, uma equipa especial permanente destinada a gerir os fluxos de passageiros no controlo de fronteiras dos aeroportos de Lisboa e Faro, para responder aos “constrangimentos significativos” na gestão das filas de passageiros tanto na área das partidas como das chegadas.

Como avançou o ECO, o grupo é composto por representantes dos ministérios da Administração Interna, Presidência ou Infraestruturas a ANA – Aeroportos de Portugal, Sistema de Segurança Interna, PSP ou ANAC – Autoridade Nacional de Aviação Civil. A equipa está a trabalhar deste quarta-feira no aeroporto, numa sala disponibilizada pela ANA, e tem de enviar relatórios diários à tutela.

A task force terá de monitorizar “em tempo real” os tempos de espera e pontos críticos de congestionamento no Aeroporto Humberto Delgado, além de prever e analisar continuamente os padrões de fluxos de passageiros e possíveis constrangimentos operacionais. Se houve pressão na fronteira, fica encarregue de “ativar planos de contingência e reforço de meios”. A concessionária elogia a medida extraordinária.

A propósito da TAP, o ministro garantiu apenas que a companhia aérea, em processo de reprivatização, vai manter a marca e os postos de trabalho: “Fica a garantia: a TAP parcialmente privatizada irá manter a marca e os empregos em Portugal, continuará como plataforma central de distribuição dos voos”.

Radar para ventos da Madeira chega em novembro

Em relação às infraestruturas aeroportuárias dos arquipélagos, Miguel Pinto Luz avançou que o radar que permitirá a deteção de ventos no Aeroporto Internacional da Madeira vai entrar em funcionamento a 10 de novembro.

“Estamos a finalizar a entrada em funcionamento do radar LIDAR para poder haver os tais voos mesmo com ventos cruzados (…). Está instalado e a partir do dia 10 estará em funcionamento”, disse o governante, na Assembleia da República.

Em causa está o MADeira Winds (MAD Winds), composto por um Radar Banda X, um sistema LIDAR e um sistema de processamento que analisa dados meteorológicos com alta precisão, que permitirá um conhecimento da situação no Aeroporto Internacional da Madeira num prazo mais curto e eficaz, oferecendo um suporte essencial às decisões operacionais durante as fases mais críticas do voo, nomeadamente aproximação, aterragem e descolagem, segundo a agência Lusa.

Notícia atualizada às 14h31 com mais informação

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