Lucro da EDP Renováveis derrapa 49% para 107 milhões até setembro
A EDP Renováveis reportou um lucro de 107 milhões de euros entre janeiro e setembro. Energia eólica mantém-se a principal fonte de produção da empresa, com um peso de 74% do total.
A EDP Renováveis, subsidiária de energias limpas do grupo EDP, reportou um lucro de 107 milhões de euros entre janeiro e setembro, uma quebra de 49% face ao obtido nos mesmos meses do ano anterior.
Os resultados foram publicados pela empresa na página do regulador dos mercados, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, esta quarta-feira, no mesmo dia no qual a casa-mãe apresenta as respetivas contas e em véspera da apresentação do novo plano estratégico do grupo.
Apesar da descida no lucro, o EBITDA da cotada subiu 7% para os 1.390 milhões de euros, assumindo a mesma trajetória ascendente que as receitas, que aumentaram 16% para cerca de 2 mil milhões de euros. Estas últimas foram “impulsionadas por um aumento de 14% na produção de eletricidade, para 30 terawatts-hora (TWh), principalmente devido à expansão de capacidade e à otimização da eficiência operacional“.
Nos últimos 12 meses, as adições de capacidade totalizaram 3,3 gigawatts (GW), com a Europa e a América do Norte a representarem 82% deste crescimento e a energia solar a contribuir com 64% do total de adições, embora a eólica se mantenha a principal fonte de produção da EDPR, pesando 74% do total. Este ano, além das rotações de ativos que já tiveram lugar, foram assinadas mais três transações em Espanha, Grécia e Itália, que se espera que sejam concluídas até ao final de 2025.
O preço médio de venda praticado pela EDP Renováveis diminuiu cerca de 9% face ao valor homólogo, ficando-se pelos 54,2 euros por megawatt-hora. Na Europa, a quebra no preço médio foi de 10%, sendo que a Península Ibérica influenciou negativamente. Em paralelo, cresceu a preponderância da produção da América do Norte e América do Sul, que apresentam preços de eletricidade “estruturalmente mais baixos”, justifica a empresa. Para terminar, a desvalorização do dólar americano em relação ao Euro também teve um impacto negativo.
Por outro lado, os custos operacionais subiram 8% para 783 milhões de euros. O investimento também foi mais contido, de 1,8 mi milhões de euros, 21% abaixo da fasquia homóloga.
Por fim, a dívida líquida totalizou 9,2 mil milhões de euros, com um aumento que a empresa descreve como “controlado”, de 0,9 mil milhões em relação a dezembro de 2024, refletindo “uma forte geração de fluxo de caixa orgânico”, mas também investimentos realizados e menores receitas provenientes de negócios de rotação de ativos.
(Notícia atualizada pela última vez às 18h26)
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