Galp está na “fase final” para fechar parceria no projeto da Namíbia, diz co-CEO

O projeto de exploração na Namíbia é "muito importante" e, por isso, o parceiro terá de ser "altamente competente e com experiência em águas profundas", afirma o co-CEO João Diogo Marques da Silva.

A Galp GALP 0,27% está na fase final de escolher um parceiro para o projeto de exploração de petróleo no complexo do Mopane, na Namíbia, referiu esta terça-feira o co-CEO João Diogo Marques da Silva, sublinhando a importância do projeto no portfólio da empresa e de selecionar uma operadora com experiência em águas profundas.

“Estamos na fase final de estabelecer essa parceria”, disse, à margem da inauguração da loja flagship da Galp em Lisboa.

O co-CEO, que divide a liderança da Galp com Maria João Carioca, vincou que a parceria “terá de ser e será com um parceiro altamente competente e com experiência em águas profundas”. “Portanto, com as credenciais que necessitamos para desenvolver um projeto que é muito importante para a Galp, para o portfólio de exploração da Galp e que nos vai dar essa longevidade nesse portfólio”, explica.

A Galp, que detém 80% dos ativos do complexo na Namíbia, pretende manter uma posição significativa, e estará a considerar vender uma fatia de 40% destes ativos. A empresa estima que o complexo tenha capacidade de entregar mais de dez mil milhões de barris, ou um nível superior, uma descoberta que ditou uma subida a pique — de mais de 20% — nas ações da cotada assim que foi comunicada, em abril do ano passado.

A 27 de outubro, numa teleconferência com analistas depois da divulgação dos resultados do terceiro trimestre, Maria João Carioca abordou a questão de se a Galp estaria aberta a uma troca de ativos (asset swap) no âmbito da venda, explicando que sim, desde que permita uma “clara visibilidade” sobre o tipo de retorno que a Galp retira dos ativos de Mopane.

Questionado esta segunda-feira se a Galp tem algum foco em termos de origem geográfica do eventual parceiro, João Diogo Marques da Silva respondeu: “Vocês conhecem quais são os principais operadores em águas profundas no mundo e, portanto, podem olhar para eles e fazer as vossas apostas”.

Em relação ao timing, o co-CEO disse que “é a mesma guidance” dada na altura dos resultados, ou seja, encontrar um parceiro até ao final do ano.

“Bom termo” em Moçambique

Em relação a outra geografia africana — Moçambique — Marques da Silva mostrou confiança que a empresa irá chegar “a bom termo” com o Governo, que quer tributar em 2025 e 2026 as mais-valias da Galp com a venda da participação de 10% no consórcio na Área 4 de gás natural em março deste ano. Em agosto, o responsável do Fisco moçambicano rejeitou haver um diferendo com a petrolífera portuguesa, no valor de 162 de milhões de euros, mas a 7 de outubro a Galp notificou formalmente o Estado de Moçambique de uma disputa ao abrigo de legislação internacional, o primeiro passo no início de um processo de arbitragem.

“Estamos convencidos que vamos conseguir chegar a bom termo do ponto de vista das instituições”, referiu o co-CEO. “As instituições têm de conseguir chegar a um termo que é sensato relativamente a uma matéria na qual estamos absolutamente bem suportados, portanto, muito confortáveis em relação a isso. Esperamos que o Governo de Moçambique consiga evoluir no sentido daquilo que é legalmente estabelecido”, completou.

Uma nova flagship em Lisboa

A Galp inaugurou esta terça-feira sua primeira ‘Flagship Store multienergia’ em Lisboa. Localizada na Avenida 5 de Outubro, esta nova loja “pretende aproximar a Galp dos consumidores, oferecendo conhecimento, ferramentas e aconselhamento especializado para que cada pessoa possa escolher a energia certa com confiança, num contexto de crescente complexidade”, afirmou a Galp, em comunicado.

Este novo conceito de loja permite – através de um forte investimento em tecnologia, tratamento e análise de dados – disponibilizar soluções energéticas inovadoras e personalizadas, facilitando assim as melhores decisões em matéria de contratação de serviços de energia, tanto em eletricidade e gás, como em mobilidade elétrica (soluções residenciais, wallboxes) ou solar (autoconsumo), adiantou.

“A energia tem um papel fundamental nas nossas vidas. Por isso, quisemos abrir um espaço que facilita e aproxima a energia das pessoas, oferecendo um serviço de consultoria para apoiar os nossos clientes na escolha das melhores opções energéticas disponíveis para casa, para mobilidade e até para certos segmentos empresariais”, destacou Marques da Silva.

A Galp conta atualmente com mais de 50 lojas em todo o país e nos próximos dois anos a empresa prevê transformar a sua rede de lojas e revenda, passando das atuais 54 para quase 90, adiantou a empresa.

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