Greve da Função Pública esta sexta-feira com adesão de 60% na saúde e educação

  • Lusa
  • 21 Novembro 2025

Paralisação de 24 horas foi convocada pela Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesinap).

Os trabalhadores da administração pública fazem esta sexta-feira uma greve contra o pacote laboral apresentado pelo Governo, sendo esperado que a educação e a saúde sejam os setores mais afetados, segundo a Federação de sindicatos independentes.

A greve, convocada pela Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesinap), e que tem serviços mínimos, abrange os trabalhadores de todas as carreiras da administração pública, sejam gerais ou especiais.

Às 9 horas, a paralisação registava uma adesão de cerca de 60% na educação e saúde, com uma maior expressão na zona norte, disse à Lusa o secretário-geral da Fesinap.

“A adesão à greve ronda os cerca de 60% sobretudo na saúde, nas escolas e nas IPSS, mas está a ter maior expressão no norte do país. Ainda estamos a recolher dados de todos os setores”, disse Mário Rui.

O responsável remeteu para mais tarde dados mais concretos sobre a adesão à greve contra o pacote laboral apresentado pelo Governo.

A retirada imediata da proposta de reforma laboral, pedir uma reunião urgente com o Governo sobre a reforma “Trabalho XXI”, o fim da discriminação sindical praticada pelo Executivo e a participação efetiva da Fesinap nas negociações laborais são os motivos da greve de 24 horas.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da Fesinap, Mário Rui, disse que a educação, incluindo professores e pessoal não docente, e a saúde, incluindo médicos e enfermeiros, “poderão ser os setores mais afetados na sequência da paralisação”.

Mário Rui adiantou também que a greve visa igualmente denunciar a discriminação sindical praticada pelos consecutivos governos, acrescentando que foram decretados serviços mínimos para todas as instituições públicas.

Relativamente aos serviços mínimos decretados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) para os serviços sob a sua tutela, o Sindicato dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SINFAP), afeto à Fesinap, considerou que “são ilegais” porque não foram negociados com os sindicatos.

Em declarações à Lusa, o presidente do SINFAP, Alexandre Carvalho, disse que a ANEPC determinou a colocação de três operadores de telecomunicações de emergência nos comandos sub-regionais em serviços mínimos por turno e que terá “enviado e-mails a intimidar os trabalhadores, impondo serviços mínimos sem qualquer base legal”.

O sindicalista afirmou que esta decisão “é um abuso de poder”, uma “violação do direito constitucional à greve” e uma “tentativa de pressionar e assustar trabalhadores para travar a luta”.

(Notícia atualizada às 9h53 com informação sobre adesão à greve)

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