Estado tem 301 casas ocupadas de forma ilegal. Grande Lisboa predomina
Em setembro, 301 dos cerca de 16 mil imóveis geridos pelo IHRU estavam ocupados ilegalmente, sobretudo na área metropolitana de Lisboa.
O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) que gere cerca de 16 mil imóveis, entre habitação e frações não habitacionais, distribuídos por 493 bairros em 139 municípios, indica que 301 imóveis estão ocupados ilegalmente. Segundo avança o Expresso, a maioria dos casos concentra-se na área metropolitana de Lisboa, enquanto a dispersão dos imóveis por todo o país dificulta a vigilância e a intervenção direta, que só é possível com o apoio dos municípios, explicou em entrevista Benjamim Pereira, presidente do IHRU.
O presidente do instituto sublinhou que a maioria das habitações ocupadas ilegalmente estava vazia por motivos circunstanciais, como aguardar obras ou concursos para atribuição. Até setembro deste ano, o IHRU realizou 76 despejos, quase o dobro dos 40 registados em 2024, e prevê duplicar esse número até ao final de 2025. A remoção de ocupações só pode ser feita imediatamente em casos de flagrante delito, caso contrário, o processo judicial pode demorar de seis meses a mais de um ano.
Para reduzir as reocupações e acelerar a reabilitação dos imóveis, o IHRU estabeleceu um acordo-quadro que permite acionar empresas que já estavam previamente selecionadas para obras, evitando a necessidade de lançar concursos específicos. Benjamim Pereira alerta que as reocupações frequentes prejudicam a credibilidade do instituto e defende alterações legislativas que tornem os “processos mais céleres”, garantindo uma gestão mais eficaz do património habitacional do Estado.
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