Bruxelas identifica “deficiências graves” no controlo de segurança do aeroporto de Lisboa
Inspeção realizada em meados de dezembro pela Comissão Europeia descobriu deficiências relacionadas com baixa qualidade dos controlos de fronteira e simplificação de procedimentos.
Os técnicos da Comissão Europeia que fizeram uma avaliação sem aviso prévio ao aeroporto de Lisboa entre 15 e 17 de dezembro concluíram que há “deficiências graves” no controlo de segurança de fronteiras, avança esta quarta-feira o Diário de Notícias. Os alertas de Bruxelas levaram o Governo a impor as medidas que foram anunciadas na terça-feira, que incluem o reforço dos meios humanos, aproveitando a capacidade da GNR; a suspensão imediata por três meses da aplicação do sistema informático Entry Exit System (EES); e o aumento em cerca de 30% da capacidade de equipamentos eletrónicos e físicos de controlo das fronteiras externas.
A inspeção em causa, segundo resumiu, na altura, o gabinete da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), estava enquadrada “no âmbito do mecanismo de avaliação e monitorização do acervo de Schengen”. Entre os aspetos verificados constam o funcionamento dos sistemas informáticos de larga escala aplicáveis no âmbito do acervo de Schengen, em particular o Sistema de Informação Schengen (SIS) e o Sirene, procedimentos de fronteira (primeira e segunda linha), recursos humanos e formação, e ainda análise de risco.
A equipa de peritos europeus advertiu para deficiências relacionadas com a baixa qualidade dos controlos de fronteira de primeira e segunda linha, bem como para as longas filas e tempos de espera excessivos, que terão chegado a sete horas. Além disso, assinalou que estava a ser feita frequentemente uma simplificação de procedimentos no controlo das fronteiras, em relação à qual o Executivo comunitário não tinha sido notificado, concluindo que estas práticas conduziram a uma “ausência de controlos de saída no posto de passagem de fronteira do Aeroporto de Lisboa”. Daí que a Comissão tenha determinado que o Governo adote medidas corretivas, com caráter imediato, incluindo mobilizar os meios operacionais e financeiros necessários. No início do ano, está prevista uma nova avaliação.
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