Rangel repete que há “aspetos benignos” no ataque dos EUA à Venezuela

O ministro dos Negócios Estrangeiros reforça que a prioridade do Governo continua a ser a segurança da comunidade portuguesa na Venezuela e defende González como parte da solução.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, repete que há “aspetos benignos na intervenção” norte-americana, nomeadamente a queda de Nicolás Maduro, mas deixa claro que “isso não significa o resto” e que Portugal “valoriza sempre a legalidade internacional e a Carta das Nações Unidas”.

“Eu disse que há aspetos benignos desta intervenção, nomeadamente a queda de Maduro, sem dúvida, mais isso não significa o resto”, assegurou Paulo Rangel em declarações aos jornalistas, destacando que “o interesse de Portugal é, estando a situação como está, defender a comunidade portuguesa. Se alguém discordar disto, eu fico espantado”, afirma.

O governante reiterou que os cerca de meio milhão de membros da comunidade portuguesa, entre cidadãos nacionais e lusodescendentes, estão “numa situação de volatilidade” e que a responsabilidade do Governo é “cuidar deles”, defendendo a necessidade de trabalhar para uma “solução que traga estabilidade”.

“O que é fundamental agora é resolver este problema. Quando existe uma intervenção que necessita de uma revisão dessa intervenção, normalmente é para voltar à situação anterior. Neste caso, ninguém defende que Nicolás Maduro volte ao poder na Venezuela”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Rangel garante que a “comunidade portuguesa perdeu muito com os governos de Chávez e, obviamente, de Maduro e que muitos foram obrigados a regressar”.

Temos de trabalhar também com os Estados Unidos para que a solução política e governativa que venha a sair possa ser uma solução que traga estabilidade e segurança às pessoas e traga, essencialmente, um processo democrático“, salienta o ministro dos negócios estrangeiros.

Paulo Rangel voltou a defender esta segunda-feira que Edmundo González faz parte da solução para esta transição democracia e que “devia retomar as suas funções”.

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