Barómetro CIP/ISEG prevê subida das exportações em 2026 e estabilização da procura interna
Barómetro CIP/ISEG aponta para uma recuperação da procura externa líquida, apesar de antecipar um crescimento do PIB mais moderado.
O Barómetro de Conjuntura Económica CIP/ISEG de dezembro de 2025 confirma o dinamismo económico do final do ano e antecipa um aumento da competitividade dos bens e serviços nacionais nos próximos meses.
“Há boas perspetivas de um desempenho positivo da economia portuguesa, suportada pelo registo positivo dos indicadores de atividade e pela evolução favorável dos indicadores de clima e sentimento económicos”, afirma o diretor-geral da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Rafael Alves Rocha, citado em comunicado.
O Barómetro de Conjuntura prevê que, em 2026, a economia portuguesa irá manter a trajetória das principais componentes da procura interna, perspetivando “uma recuperação da procura externa líquida suportada na recuperação das exportações e na moderação do crescimento das importações”, ainda que assinale um grau relevante de incerteza no contexto internacional.
O diretor-geral da CIP perspetiva “uma trajetória de normalização da procura interna assente no reforço do investimento e no retorno do consumo privado a níveis mais moderados”, sintetiza Rafael Alves Rocha.
Perspetiva-se uma trajetória de normalização da procura interna assente no reforço do investimento e no retorno do consumo privado a níveis mais moderados.
Quanto ao último trimestre de 2025, o Barómetro constata, com os dados disponíveis até dezembro, que a economia nacional manteve “os sinais de dinamismo que caracterizaram o 3.º trimestre, com destaque para o registo positivo da atividade nos setores da construção e obras públicas e nos setores dos serviços e do comércio a retalho”.
Apesar de a informação disponível referente ao 4.º trimestre ser ainda incompleta, o Barómetro de Conjuntura CIP/ISEG admite “como provável uma moderação do ritmo de crescimento do PIB em cadeia face ao crescimento de 0,8% registado no 3.º trimestre”. A combinação dessa evolução com o efeito de base do crescimento expressivo do PIB no 4º trimestre de 2024, “deverá traduzir-se num abrandamento mais significativo no ritmo de crescimento homólogo”.

A Confederação liderada por Armindo Monteiro destaca que, ao concretizar-se esta expectativa para o 4.º trimestre de 2025, “coincidirá com a previsão da CIP e do ISEG para o conjunto do ano passado, divulgada no início de dezembro, a qual apontava para um crescimento do PIB entre 1,8% e 1,9%”.
Indicadores de confiança registaram evolução positiva
Por setores de atividade, o Barómetro de Conjuntura mostra que os “indicadores de confiança agregados registaram uma evolução positiva em todos os setores, com exceção do setor dos serviços“, destacando que a “evolução dos indicadores de confiança foi particularmente expressiva na indústria transformadora, tendo beneficiado principalmente da apreciação das perspetivas de produção a curto prazo e da procura no momento atual.
No setor dos serviços, o indicador de confiança agregado reforçou a tendência de forte moderação que se observa desde agosto, apresentando um perfil de elevada volatilidade desde o 3.º trimestre de 2024.
A evolução do “Indicador de Tendência de Atividade Global CIP/ISEG” reflete uma aceleração da atividade económica em outubro, mantendo a tendência registada desde agosto e atingindo o valor máximo dos últimos 26 meses.
A evolução positiva do indicador CIP/ISEG beneficiou do crescimento do volume de negócios nos serviços, o que se saldou no reforço expressivo do respetivo contributo. No entanto, à semelhança do que sucedeu nos dois meses anteriores, o crescimento das vendas de cimento foi responsável pelo contributo mais expressivo para a evolução deste indicador.
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