Ventura rejeita campanha de ataques

  • Lusa
  • 11 Janeiro 2026

O candidato presidencial André Ventura defendeu que a campanha não deve ser feita de ataques.

O candidato presidencial André Ventura defendeu hoje que a campanha não deve ser feita de ataques. Em declarações aos jornalistas antes de uma arruada em Viseu, o também presidente do Chega recusou uma campanha em que os adversários passem o tempo a falar “mal uns dos outros” e considerou que “ninguém quer” isso.

Eu quero fazer uma campanha elevada, discutir as causas e os problemas do país. É isso que eu quero e acho que as pessoas querem isso“, disse, rejeitando uma campanha em que esteja a falar do que pensa de António Costa, Gouveia e Melo, Seguro ou Marques Mendes — figuras políticas que tem criticado ao longo da campanha.

O candidato presidencial recusou que faça esses ataques, mesmo depois de ser recordado por uma jornalista da SIC de declarações passadas a adversários políticos. “A SIC é muito mais experiente em dizer mal de mim do que eu dos outros adversários“, respondeu André Ventura, aplaudido por militantes que o rodeavam enquanto falava aos jornalistas.

Em declarações aos jornalistas e perante as críticas de António José Seguro, apoiado pelo PS, que o acusa de ser um extremista, André Ventura acusou-o de procurar meter medo aos eleitores. “Isso não é de agora. António Costa fez o mesmo, Pedro Nuno Santos fez o mesmo. Os líderes do PS têm-se especializado nisso, que é dizer se ganhar o André Ventura ou se o Chega ganhar vem aí o racismo, vem aí o fascismo, vem aí o regresso ao passado“, vincou.

Ao mesmo tempo que recusava uma campanha de ataques, caso ganhe, acusou Seguro de estar preocupado com o fim “dos tachos”. “Podemos passar o resto da campanha com António José Seguro a chamar-me de fascista e racista e eu a dizer que ele é um tachista e agarrado à corrupção de regime ou podemos discutir temas importantes“, disse, criticando, mais uma vez, a criação de mais vice-presidentes nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e de um acordo entre PS e PSD para a distribuição desses lugares.

“Concorda ou não que estas CCDR se tenham tornado depósitos de antigos autarcas do PS e do PSD e de reformas douradas? Concorda ou não com o aumento de 25 vice-presidentes das CCDR?”, questionou, dirigindo-se a Seguro.

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