Vendas da dona do Pingo Doce sobem 7,6% para quase 36 mil milhões em 2025
Todas as insígnias da Jerónimo Martins cresceram, mas o principal motor das vendas continua a ser a Polónia. Biedronka representa 70% das receitas do grupo. Pingo Doce vendeu 5,3 mil milhões.
A Jerónimo Martins fechou o último ano com receitas líquidas próximas dos 36 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 7,6% (em euros), face aos números reportados no ano passado, adiantou o grupo em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Polónia continua a ser o principal motor de crescimento das vendas, com um peso de 70%.
“Em 2025, operando em contextos de consumo refreados e cada vez mais sensíveis ao preço, mantivemos as prioridades estratégicas que nos distinguem: liderança de preço, inovação constante no sortido e compromisso com a melhoria contínua da qualidade das nossas lojas”, destaca o CEO Pedro Soares dos Santos, citado no comunicado. “Os consumidores responderam positivamente e registámos um sólido desempenho de vendas, com todas as insígnias do Grupo a entregarem crescimento em volume“, destaca.
O líder da dona do Pingo Doce realça que o grupo manteve “um ritmo exigente de expansão, superior a uma abertura de loja por dia, totalizando 448 novos pontos de venda”, e 282 remodelações.
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"O sólido trimestre de vendas com que fechámos 2025 permite-nos encarar o novo ano com confiança, pese embora o clima de incerteza geopolítica que continua a influenciar o sentimento das famílias.”
“O sólido trimestre de vendas com que fechámos 2025 permite-nos encarar o novo ano com confiança, pese embora o clima de incerteza geopolítica que continua a influenciar o sentimento das famílias”, acrescenta Pedro Soares dos Santos, comprometendo-se a continuar “a trabalhar para a evolução das nossas lojas e operações logísticas”.
A polaca Biedronka, que este ano se estreou na Eslováquia, país onde já conta com 15 lojas e um centro de distribuição”, fechou o ano com vendas de 25,3 mil milhões de euros, mais 7,5% que no ano anterior. A insígnia representa 70,4% das vendas totais: 35.991 milhões de euros.

Já o Pingo Doce aumentou as receitas em 5,3% para 5.342 milhões de euros. “O Pingo Doce manteve ao longo de todo o ano a intensidade das suas reconhecidas ações comerciais e avançou no plano de investimento que lhe permite converter as lojas para o conceito All About Food, reforçando a sua diferenciação na oferta de frescos e soluções de comida pronta”, detalha o comunicado.
Sobre o Recheio, a empresa escreve que a marca “continuou a investir no reforço das suas propostas de valor, tanto para o canal HoReCa como para o canal tradicional”, com as vendas a crescerem 3% para 1.398 milhões de euros.
Na Colômbia, a Ara “continuou focada em garantir a preferência dos consumidores nos bairros
onde opera, executando com rigor a sua estratégia promocional para criar oportunidades de poupança relevantes para as famílias colombianas”. As vendas atingiram 3,2 mil milhões, 13,2% acima de 2024.
Já a Hebe “operou ao longo de todo o ano num contexto marcado por uma intensa e crescente concorrência de preços, que levou a insígnia a registar deflação no cabaz”. Mesmo assim, a insígnia viu as vendas subir 7,4% face a 2024, para 626 milhões de euros.
(Notícia atualizada)
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