“É claro” que Trump quer “conquistar” a Gronelândia, avisa a Dinamarca

  • ECO
  • 19:39

Após a reunião nos EUA, o chefe da diplomacia dinamarquesa anunciou um grupo de trabalho de alto nível para debater as divergências sobre a Gronelândia. Alemanha também envia militares para a ilha.

Na reunião esta quarta-feira, em Washington, a Dinamarca “concordou em discordar” dos EUA sobre o futuro da Gronelândia. O ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês admitiu que Donald Trump não mudou de ideias sobre anexar a ilha ártica, mas abriu a porta a mais um fórum diplomático entre os dois países com a constituição de um grupo de trabalho de alto nível para debater as “divergências profundas”.

“É claro” que o Presidente norte-americano “ambiciona conquistar a Gronelândia”, disse o ministro Lars Løkke Rasmussen, após o encontro de cerca de uma hora “construtivo” com o vice-presidente dos EUA JD Vance e Secretário de Estado Marco Rubio.

Rasmussen considerou “totalmente inaceitável” qualquer desrespeito pela integridade territorial da ilha e reiterou que o grupo de trabalho deve agora “concentrar-se em abordar as preocupações de segurança norte-americanas, respeitando as linhas vermelhas da Dinamarca”.

Trump tinha defendido durante a manhã, nas redes sociais, que a NATO será mais “formidável e eficaz” quando a Gronelândia estiver nas mãos dos EUA. “Qualquer coisa menos do que isto é inaceitável”, escreveu, com muitas palavras em capitulares. Já após a reunião, em conferência de imprensa, reiterou que os EUA “precisam” da ilha e não pode “confiar” na Dinamarca.

Em resposta, a conta-gotas, foram surgindo anúncios de Estados-membros da União Europeia com sinais políticos e militares, ainda que simbólicos. Após o reforço do contingente dinamarquês, a Suécia e a Noruega também anunciaram o envio de militares para uma missão de reconhecimento na ilha tal como a Alemanha (13 militares). França, por seu turno, prepara a abertura de um consolado na Gronelândia no próximo mês e anunciou, entretanto, que se irá juntar à missão com o envio de militares.

Também nas redes sociais, enquanto durava a reunião, continuou o pingue-pongue num registo mais leve. A Casa Branca publicou um cartoon a perguntar a um cidadão da Gronelândia qual o destino que preferia entre duas alternativas: a Casa Branca com um fundo de céu azul ou o Kremlin no meio de uma trovoada.

Da ilha veio a resposta de ativistas, também em cartoon, a apontar um terceiro cenário, com a bandeira da NATO, da Dinamarca e da Gronelândia lado a lado.

 

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