IL quer ministro da Economia no Parlamento para explicar apoios à restauração
Manuel Castro Almeida anunciou um apoio à restauração com uma parte a poder ser concedida a fundo perdido. Liberais questionam decisão, face a ganhos de 5,2% em 2024.
A Iniciativa Liberal (IL) apresentou no Parlamento um pedido de audição ao ministro da Economia e Coesão Territorial, na sequência do anúncio de que o Governo prepara um programa de apoio à restauração. Num evento da Antena 1 e Jornal de Negócios, Manuel Castro Almeida afirmou que as empresas desta indústria terão apoios de até 60 mil euros, com 30% potencialmente a fundo perdido.
Para a IL, “este é mais um exemplo do Estado a interferir na economia de forma descabida, pondo todos os contribuintes a pagar, a subsidiar, um setor de atividade, sendo que este setor, como sabemos, tem tido um crescimento recorrente, ano após ano, num país onde o peso do turismo na restauração é bastante significativo”.
Este é mais um exemplo do Estado a interferir na economia de forma descabida, pondo todos os contribuintes a pagar, a subsidiar, um setor de atividade, sendo que este setor como sabemos tem tido um crescimento recorrente, ano após ano.
No requerimento endereçado ao deputado Pedro Coimbra, presidente da Comissão de Comissão de Economia e Coesão Territorial, a IL destaca que Castro Almeida “anunciou um apoio ao investimento na área da restauração de até 60 mil euros dos quais 30% são a fundo perdido, argumentando que o setor ainda está a passar dificuldades vindas da pandemia”.
Na realidade, o governante disse que essa parcela de 30% ficará à condição: “um apoio até 60 mil euros, sendo que 70% são reembolsáveis e 30% podem ser a fundo perdido se as empresas atingirem aos resultados”.
No entender do partido liderado por Mariana Leitão, “este é mais um exemplo do Estado a interferir na economia de forma descabida, pondo todos os contribuintes a pagar, a subsidiar, um setor de atividade, sendo que este setor como sabemos tem tido um crescimento recorrente, ano após ano, num país onde o peso do turismo na restauração é bastante significativo. Os liberais referem no pedido de audição que a restauração teve um crescimento de 5,2% em 2024.
“O mercado deve funcionar e assegurar que a procura e a oferta se encontram e não são forçadas por distorções de um Estado omnipresente que destrói valor económico e financeiro num país que não se pode dar a esse luxo”, afirmam, dizendo ser necessário perceber as razões para este “pacote de apoio a um setor económico que está em grande crescimento”.
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