PPE sanciona eurodeputados por não apoiarem von der Leyen
O Partido Popular Europeu sancionou mais de dez eurodeputados, incluindo húngaros, por apoiarem a moção de censura contra Ursula von der Leyen.
O Partido Popular Europeu (PPE), de centro-direita no Parlamento Europeu, impôs sanções a mais de dez dos seus eurodeputados, incluindo os sete húngaros, por não se terem oposto a uma tentativa da extrema-direita de derrubar a Comissão Europeia.
Segundo o Euractiv, as novas regras da família política, que inclui o PSD e CDS, foram adotadas antes da quarta moção de censura ser votada contra Ursula von der Leyen esta quinta-feira. A presidente da Comissão Europeia acabou por sobreviver a esta moção com 390 votos contra, 165 a favor e 10 abstenções.
Durante seis meses, os eurodeputados sancionados perderão o direito de liderar trabalhos do grupo em novas propostas legislativas e não legislativas, bem como de falar em nome do PPE no plenário.
As funções legislativas que já exercem não são afetadas. Entre os sancionados estão representantes de partidos como o TISZA da Hungria, liderado por Péter Magyar, cujo apoio público a von der Leyen seria mal visto na política doméstica.
Também foram sancionados Jessika van Leeuwen e Sander Smit, dos Países Baixos, que votaram a favor e se abstiveram na moção, respetivamente, e os eslovenos Milan Zver e Branko Grims, que se abstiveram ou não votaram. Todos mantiveram as suas posições nas redes sociais, defendendo as escolhas feitas durante a votação.
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