Detidos cinco dos alegados membros do grupo neonazi 1143
Tribunal Central de Instrução Criminal decidiu que cinco dos alegados membros do grupo de Mário Machado ficam detidos e outros 29 com apresentação semanal.
Cinco dos 37 alegados membros do grupo neonazi 1143, desmantelado na terça-feira pela Polícia Judiciária (PJ), vão aguardar o desenrolar da investigação em prisão preventiva, decidiu o Tribunal Central de Instrução Criminal neste sábado.
Os restantes 32 arguidos foram libertados, 29 dos quais obrigados a apresentar-se semanalmente na esquadra, e três somente com termo de identidade e residência, indicou o tribunal em comunicado.
Os arguidos estão indiciados, em geral, da prática dos crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, ameaça e coação agravados, ofensas à integridade física qualificada e detenção de arma proibida.
O grupo, com uma estrutura hierárquica e funções distribuídas, estaria, por decisão de Mário Machado, a preparar injúrias ao profeta Maomé, para alegadamente provocar uma resposta da comunidade muçulmana, e a delinear um modelo de natureza paramilitar em antecipação a uma eventual “guerra racial”.
Segundo o MP, os primórdios do 1143 remontam a 2001, a uma fação ultranacionalista e neonazi da claque do Sporting – Juventude Leonina, da qual Mário Machado faria parte e que foi enfraquecida em 2004 na sequência de uma operação policial.
Terá sido Mário Machado a reerguer o 1143 na sequência de um ataque terrorista na capital belga, Bruxelas, durante um jogo de futebol entre as seleções da Bélgica e da Suécia, em outubro de 2023.
A PJ deteve na operação “Irmandade” 37 pessoas e constituiu arguidas outras 15, por suspeita da prática dos crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, ameaça e coação agravadas, ofensa à integridade física qualificada e detenção de arma proibida.
Os suspeitos têm entre 30 e 54 anos e são maioritariamente homens com antecedentes criminais.
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