Vítimas do acidente ferroviário em Espanha criam plataforma em Huelva para exigir indemnizações

  • Lusa
  • 26 Janeiro 2026

Os afetados pelo acidente ferroviário ocorrido no município de Adamuz, na província de Córdoba, Espanha, que causou 45 mortos e perto de 150 feridos, decidiram criar uma plataforma em busca de justiça

Os afetados pelo acidente ferroviário ocorrido no município de Adamuz, na província de Córdoba, Espanha, que causou 45 mortos e perto de 150 feridos, decidiram criar uma plataforma em busca de justiça, baseada na cidade de Huelva.

De acordo com um comunicado divulgado esta segunda-feira e citado pela agência Efe, a Plataforma de Huelva de Vítimas e Familiares do Acidente Ferroviário de Adamuz foi criada com o objetivo de coordenar todos os processos judiciais decorrentes do acidente e garantir que as famílias dos falecidos e os numerosos feridos – tanto os que têm traumas físicos como psicológicos – falam a uma só voz para garantir que todas as responsabilidades civis e criminais são apuradas.

A plataforma é liderada por José Luis Orta Prieto, advogado de Huelva com mais de 30 anos de experiência em casos de elevada complexidade e é reconhecido pelo seu trabalho em casos de grande impacto, como a representação da Associação de Bebés Roubados de Huelva (2012-2024) e a acusação no caso do atropelamento com múltiplas vítimas mortais em Gibraleón, que resultou no maior acordo judicial da história da justiça espanhola (18 anos de prisão).

A estratégia jurídica da plataforma irá focar-se em comparecer diretamente nos Tribunais de Montoro (Córdoba), o tribunal responsável pelo caso.

Segundo o grupo, o objetivo é “seguir o caminho mais eficaz e correto” para esclarecer as causas da tragédia e garantir a devida indemnização e as penas aplicáveis, e a união dos afetados numa plataforma vsa evitar a dispersão de recursos e reforçar a posição das vítimas contra as empresas ferroviárias e seguradoras envolvidas.

Já a Direção da Ordem dos Advogados de Huelva, após ter tido conhecimento da informação, declarou em comunicado de imprensa que a angariação de clientes por parte dos advogados em casos de tragédia como esta “é expressamente proibida pelo Código Deontológico da Advocacia e constitui um gravíssimo atentado à ética profissional“.

A Ordem recorda ao público que conta com mais de mil profissionais à disposição das vítimas e da comunidade, todos “perfeitamente qualificados para defender os interesses que lhes são confiados”.

Por fim, desejou uma rápida recuperação aos feridos no acidente e recomendou que as famílias das vítimas tomem qualquer medida legal com calma e sem se deixarem levar por emoções intensas, de forma a evitar decisões precipitadas.

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