Governo vai estudar formas de “compensar” Matosinhos por expansão do porto de Leixões
Ministro das Infraestruturas garantiu que plano de expansão do Porto de Leixões é para avançar, mas adiantou que está a conversar com a autarca de Matosinhos para tentar encontrar soluções.
O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, garantiu esta terça-feira que o plano de expansão do Porto de Leixões é para avançar. No entanto, assumiu que vai conversar com a autarca de Matosinhos, no sentido de tentar “compensar Matosinhos” pelos impactos causados pelo plano.
“O município de Matosinhos manifestou o seu desagrado em relação ao plano, nomeadamente em algumas componentes que impactam em Matosinhos. Quero sinalizar aqui que o plano estratégico é para avançar, mas é para avançar em sintonia com os municípios, e portanto tudo faremos, e eu próprio tive a oportunidade de falar ainda há pouco com o vice-presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, no sentido de encontrarmos plataformas de entendimento para encontrar essas soluções”, adiantou o ministro à margem da apresentação do plano estratégico do porto de Leixões, esta terça-feira.
Miguel Pinto Luz insistiu que “o plano é para avançar”, mas disse que vai “conversar com Matosinhos para encontrar soluções que mitiguem os problemas causados, segundo a Câmara Municipal de Matosinhos, e como é que nós podemos compensar Matosinhos ou alterar”.
Questionado sobre se isso implica mudanças na construção do novo terminal de contentores norte, que vai forçar à relocalização da marina, o governante reforçou que o “porto de Matosinhos, de Leixões, não pode perder capacidade de crescimento, porque coloca em causa o desenvolvimento económico de toda a região Norte”.
A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, disse que vai dar um parecer desfavorável ao plano, criticando o facto de a cidade recuar para que o porto cresça.
O ministro destacou ainda que a expansão do porto está dentro do domínio da administração portuária. “Não estamos a invadir em nenhum momento para além das linhas de influência da própria administração portuária que hoje já tem“.
Afastando-se das críticas da autarca ao plano, Miguel Pinto Luz destacou uma reunião que teve com os três municípios, de Gaia, Matosinhos e o Porto, com a sua equipa, com a equipa da Administração Portuária do Porto de Leixões, na qual “ficou definido a passagem integral de todos os equipamentos e espaços públicos que não são do uso exclusivo do Porto”.
“Ou seja, tudo aquilo que são as frentes ribeirinhas, as concessões, as marinas, passará para a gestão destes municípios, algo que era ansiado por estes municípios há muito tempo”, acrescentou.
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