Montenegro pede apoio a Bruxelas. “Os efeitos desta tempestade serão muito vultuosos, mais do que expectável”

O primeiro-ministro já entrou em contacto com a Comissão Europeia para procurar formas de financiamento dos apoios que vai dirigir às populações afetadas pela depressão Kristin.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reconheceu esta quinta-feira que “os efeitos da tempestade serão muito vultuosos, mais do que o expectável” e adiantou que já entrou em contacto com a Comissão Europeia para procurar formas de financiamento dos apoios às populações mais afetadas pela depressão Kristin.

Estamos em contacto com a Comissão Europeia para desenharmos e perspetivarmos formas de financiamento para ajudar as pessoas, as famílias, empresas e entidades públicas a superar este momento. O mais importante é o bem-estar das pessoas e está em marcha todo o processo e apoio para sermos rápidos e céleres”, garantiu durante uma visita a Coimbra, um dos concelhos mais devastados pelo mau tempo, depois de ter passado por Leiria e Ansião.

Em declarações aos jornalistas, partilhou a sua “experiência pessoal” no terreno. “Pude sentir no terreno que os efeitos desta tempestade serão muito vultuosos, mais do que o expectável no início, mas também será outra prova de superação que está diante de nós. Todos teremos de colaborar nos próximos dias semanas meses para sairmos daqui mais fortes”, disse.

Sobre a dimensão do impacto, Montenegro indicou que “ainda não é mensurável”, até porque “há um conjunto de atividades económicas que não estão nesta região, mas cujas cadeias de abastecimento” dependem das zonas afetadas pela depressão.

“É prematuro” adiantar valores, insistiu, mas frisou que é “importante” fazer o levantamento “para nos candidatarmos a apoios à escala europeia”.

Estamos a preparar tudo aquilo que é antecipável para as dificuldades que vamos ter nos próximos dias mesmo sem a depressão Kristin”, assegurou. Para já, estão a ser tomadas “todas as medidas necessárias”, afiançou. Montenegro indicou que “todas as entidades públicas”, desde autarquias, freguesias e serviços do Estado, “têm responsabilidade de intervir”.

“A nossa orientação é para acelerarem”, sublinhou. Por isso, a resolução do Conselho de Ministros que decreta o estado de calamidade pressupõe também uma situação de “exceção na contratação pública”, “caso contrário o Governo não chegará a tempo das populações”, frisou. “Neste sentido, tomaremos as decisões para aplicar todos os trâmites e procedimentos contratuais em regime de exceção”, continuou.

Questionado se o Governo demorou demasiado tempo para agir, como têm criticado os partidos da oposição, Montenegro garantiu que “nada ficou por fazer por não ter sido decretado o estado de calamidade”. O primeiro-ministro disse ainda que, neste momento, está a ser usada “toda a capacidade”, garantiu que há “capacidade instalada, ainda há geradores”, pelo que não é necessário pedir a Bruxelas.

Por fim, fez um “apelo” às seguradoras e a “todos os que têm uma responsabilidade direta no restabelecimento e na indemnização para que o possam fazer de forma célere” para que “as pessoas não fiquem demasiado tempo à espera”. E isso tanto vale para “famílias como empresas”, acrescentou.

(Notícia atualizada às 17h37)

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