Passagem de testemunho no Totta. “Herdamos banco extremamente saudável”, diz nova CEO
De saída, Castro e Almeida disse que o melhor do Santander ainda está por vir. Isabel Guerreiro, que inicia funções a 1 de março, diz que herda um banco "extremamente saudável em qualquer indicador".
O Santander Portugal (ex-Totta) prepara-se para mudar de líder. Pedro Castro e Almeida está de saída da liderança do banco português para assumir funções de administrador do risco a nível do grupo a partir de Madrid. Para o seu lugar acaba de chegar Isabel Guerreiro, que elogia a herança que recebe. “Temos a sorte de herdar uma organização extremamente saudável, em qualquer indicador”, afirmou. Mas já aponta para o futuro.
O banco apresentou lucros estáveis em 2025, na ordem dos 964 milhões de euros. Castro e Almeida fecha assim um ciclo de sete anos à frente de um dos maiores bancos em Portugal e já fez a despedida. “O melhor do banco ainda está para vir, vejo o futuro com olhos positivos. Acho que vai correr bem”, disse com Isabel Guerreiro a seu lado.

O gestor português começa a trabalhar como administrador responsável pela área do risco a nível global a partir do dia 1 de março. E está tranquilo com a mudança. “A minha relação com riscos não é periférica, é parte das funções que tenho exercido não só em Portugal, mas também na Europa, e com as integrações que fizemos nos últimos anos”, salientou. O Santander gere uma carteira de crédito de um trilião de euros, mas há mais riscos, como ciberataques, geopolíticos. “Vai ser um desafio muito interessante”.
Sobre Isabel Guerreiro, ironizou: “Talvez o maior desafio da Isabel seja fazer dois mandatos em Portugal sem que a mandem para fora”, disse Castro e Almeida, lembrando o sucesso que o banco português faz dentro do grupo e onde o gigante espanhol vem recrutar muitas vezes. “Às vezes parece que Portugal representa metade dimensão do grupo porque sempre que é preciso fazer alguma coisa no grupo dá-se o exemplo de Portugal”.
Mais a sério, considerou que os maiores desafios passam por manter a “energia e coesão” da equipa do Santander, que é o que faz a diferença em relação à concorrência, e manter o “primeiro lugar no impacto da relação com os clientes”.
Isabel Guerreiro, vice-presidente do banco até agora, agradeceu o caminho percorrido ao lado de Pedro Castro e Almeida. “Tive a sorte de estar na equipa do Pedro desde a primeira hora. Os resultados que atingimos nos últimos seis anos são de alguma maneira também os meus e de toda a equipa. Queria aproveitar publicamente para agradecer ao Pedro porque nos trouxe até aqui. Temos uma história bastante bonita para contar”.
E diz que herda “uma organização extremamente saudável, em qualquer indicador”, fasquia que quer manter ou até melhorar.
A nova CEO apontou ainda como objetivo “continuar a crescer em clientes e crescer em primazia dos clientes”. A proximidade com os clientes será uma prioridade para Isabel Guerreiro como forma de o banco conseguir mitigar o impacto da descida das taxas de juro.
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