Seguradoras querem participar no Fundo de Catástrofes público

Os líderes das principais seguradoras portuguesas entregaram uma declaração conjunta a Miranda Sarmento, apoiando a sua vontade de constituir um Fundo de Catástrofes Naturais.

Os líderes do setor segurador entregaram uma declaração conjunta ao Governo “saudando o anúncio da criação de um Sistema Nacional Integrado de Proteção em caso de Catástrofes Naturais“. No documento apelam ao poder político para que esta matéria seja assumida como uma prioridade estratégica de interesse público.

A declaração surge após a entrevista do ministro da Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, na qual defende a criação do Fundo de Catástrofes Naturais, uma extensão ao muito estudado Fundo Sísmico, uma iniciativa em gestação há 15 anos, que finalmente foi entregue a Miranda Sarmento o ano passado.

Segundo comunicado da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), que agrega todas as companhias a operar em Portugal, “nos últimos 20 anos, o setor segurador português pagou mais de mil milhões de euros em indemnizações associadas a eventos climáticos extremos sendo que mais de 60% desse valor ocorreu na última década, evidenciando uma tendência de agravamento contínuo”.

Assim, consideram os seguradores, “os montantes indemnizados representam apenas uma pequena fração das perdas económicas totais, revelando a lacuna de proteção que expõe a sociedade portuguesa à crescente severidade das catástrofes naturais”.

“As seguradoras manifestam total disponibilidade para colaborar com o Estado e com as entidades competentes na definição de um modelo nacional de proteção robusto e sustentável”, afirma ainda a APS, “assente em princípios de solidariedade, prevenção e partilha de riscos, à semelhança do que já existe na maioria dos países europeus”, conclui.

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