Projeção da abstenção aponta para 37,5% e 48%. Pode ficar abaixo da primeira volta
Projeções da abstenção nas presidenciais deste domingo variam entre 37,5 e 48%, o que compara com os 47,65% da primeira volta. Há assim a possibilidade de a abstenção ficar abaixo dos 38,5% de 2006.
As projeções da abstenção na segunda volta das eleições presidenciais deste domingo variam entre 37,5% e 48%, o que compara com uma taxa de abstenção de 47,65%, na primeira volta, e de 60,76%, nas eleições de 2021. A taxa de abstenção oficial só pode ser apurada após a contagem dos votos, depois do fecho das urnas.
A sondagem da Católica para a RTP aponta para uma taxa de abstenção entre os 42% e os 48%, Pitagórica para a CNN e SIC define um intervalo entre 37,5 e 42,7%, às 19h00 depois de encerradas as urnas no Continente e na Madeira.
Ao longo do dia a abstenção dava sinais de manter a tendência da primeira volta apesar da calamidade que afetou sobretudo o centro país e que obrigou cerca de 53 mil pessoas a votar apenas a 15 de fevereiro. Nos vários pontos de aferição da afluência às urnas a tendência estava traçada: até às 12h00, a afluência estava nos 22,35%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, que comparam com 21,18% da primeira volta e os 17,07%, de 24 de janeiro de 2021. Já às 16h00 a afluência estava nos 45,5, em linha com os 45,51% registados na primeira volta e contra os 35,44% das eleições realizadas em ano de pandemia, o que representou uma subida de 10,06 pontos percentuais.
As projeções da abstenção nas eleições presidenciais, na primeira volta, variaram entre 35,6% e 43%, mas os dados finais acabaram por fixar a fasquia nos 47,6%, a taxa mais baixa desde as eleições de 2006.
Nas presidenciais de 2021, da reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa, a taxa de abstenção atingiu os 60,76%, o que representou uma subida face aos 51,3% de 2016. Marcelo conseguiu mobilizar mais eleitores a ir às urnas, já que na reeleição de Cavaco Silva a taxa de abstenção se situou nos 53,5%, um salto de 14 pontos percetuais face às eleições de 2006. Historicamente, os atos eleitorais que se traduziram numa reeleição apresentaram sempre taxas de abstenção mais elevadas – Jorge Sampaio registou um aumento de 16 pontos percentuais (de 33,6% em 1996 para 50% em 2001) e Mário Soares de 16,2 pontos percentuais (de 21,8% em 1986 para 38% cinco anos depois). A contrariar esta tendência só mesmo o primeiro Chefe de Estado em democracia. As presidenciais de 1976, que deveram a vitória ao General Ramalho Eanes tiveram uma taxa de abstenção de 24,6% que caiu para 15,8% nas presidenciais de 1980.
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Mais de 11 milhões de eleitores foram chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos. Na primeira volta houve 11 candidatos aceites, um número recorde, mas à segunda volta passaram António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro. No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.
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