Sexta semana consecutiva de aumentos (e recordes) no cabaz alimentar
Cabaz de 63 produtos essenciais da Deco aumentou 1,57 euros face à semana anterior, naquela que é já a sexta semana consecutiva de subidas, impulsionadas pelo aumento dos preços da energia.
O preço do cabaz alimentar acompanhado pela Deco PROteste voltou a subir esta semana, atingindo um novo máximo de 259,52 euros, o que representa um aumento de 1,57 euros face à semana anterior. Trata-se da sexta semana consecutiva de aumentos, com os preços a refletirem os agravamentos dos custos energéticos associados ao conflito no Médio Oriente, que tem impulsionado a subida dos preços da energia.
Apesar de o aumento não ter sido tão acentuado como na semana anterior — quando o cabaz subiu quase três euros —, o valor desta semana volta a ser o mais elevado de sempre desde que a organização de defesa do consumidor iniciou esta análise, em 2022.
Desde o início do ano, os consumidores gastavam menos 17,69 euros (menos 7,32%) para comprar o mesmo cabaz com 63 produtos essenciais. Há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 22,65 euros (menos 9,56%).
Entre os produtos cujo preço mais aumentou percentualmente na última semana, entre 8 e 15 de abril, destacam-se o pão de forma sem côdea (12% para 2,62 euros), as cebolas (11% para 1,43 euros/kg) e a alface frisada (8% para 2,59 euros).

Face ao mesmo período do ano passado, as maiores subidas registam-se na couve-coração (49%, para 2,08 euros/kg), no carapau (48%, para 6,30 euros/kg) e nos brócolos (47%, para 3,94 euros/kg).
A análise mostra ainda que, no início de 2022 — quando a organização de defesa do consumidor começou a acompanhar a evolução destes preços — era possível comprar exatamente os mesmos 63 produtos por menos 71,82 euros, uma diferença de 38,26%.
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