Dois milhões investidos, 50 milhões em vendas. Wise Pirates faz as contas à Black Friday

  • + M
  • 6 Dezembro 2024

O valor foi alcançado através da gestão de mais de dois milhões de euros em investimento publicitário, para cerca de 40 marcas, durante a Black Friday.

A agência de digital performance portuguesa Wise Pirates afirma ter gerado mais de 50 milhões de euros em vendas para os seus clientes durante o período de Black Friday. Este valor representa um crescimento de 19% em comparação com o ano anterior.

Este desempenho reflete “a aceleração do e-commerce em Portugal, com um aumento de 11% no volume de vendas online nesta época, e consolida o papel da agência como parceira estratégica para grandes marcas nacionais e internacionais”, refere a agência em nota de imprensa.

Os resultados referidos foram alcançados através da gestão de mais de dois milhões de euros em investimento publicitário — valores reais — feitos durante a Black Friday para cerca de 40 marcas, como a Nos, Sonae, EDP, Perfumes & Companhia, MG ou Decenio.

“A Wise Pirates destaca-se pela utilização de soluções tecnológicas e pela combinação de estratégias baseadas em dados e inteligência artificial (IA), num trabalho conjunto de pessoas e IA, para criação dos melhores resultados, com as pessoas no centro das decisões”, refere-se em nota de imprensa.

A aposta em “arquiteturas de cloud permitiu acesso a dados em tempo real mais precisos, possibilitando otimizações frequentes que resultaram em ganhos de conversão em e-commerce de até 17% e na redução de custos de aquisição, mesmo num cenário de aumento geral de 10% nesses custos“, acrescenta-se.

O desempenho conseguido foi também impulsionado pela integração de canais de venda físicos e digitais, com destaque para os marketplaces portugueses, que registaram um “crescimento superior ao das marcas isoladas e bateram recordes históricos”.

A estratégia de diversificação de descontos e a oferta de “produtos relevantes” permitiram também que “as marcas portuguesas mais inovadoras crescessem 12% acima daquelas que apenas competem pelo preço“, fator que contribuiu para mitigar o impacto de grandes players internacionais, como a Amazon ou a Temu.

“O sucesso desta temporada de Black Friday mostra que as marcas que investem de forma consistente em digital performance e na integração entre canais conseguem superar as expectativas, mesmo num mercado altamente competitivo. As decisões que tomamos hoje em tecnologia e inovação serão cruciais para enfrentar os desafios futuros. Estamos a construir uma base sólida para ajudar os nossos clientes a maximizar o seu potencial, não apenas nesta época, mas ao longo de todo o ano”, diz citado em comunicado Pedro Barbosa, CEO da Wise Pirates, cuja comunicação começou a ser trabalhada pela Corpcom em novembro.

Com mais de 90 profissionais envolvidos nas campanhas da Black Friday, “o trabalho da Wise Pirates também demonstrou a importância de preparar campanhas com antecedência e alinhar a comunicação entre marcas e consumidores. Estas práticas foram particularmente relevantes nas áreas de tecnologia e moda, onde os ganhos de vendas superaram 15%. O desempenho robusto confirma o papel central da agência no panorama da digitalização de marcas em Portugal e reforça o seu posicionamento como referência no setor”, lê-se ainda em nota de imprensa.

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Iraque anuncia conferência internacional sobre conflito na vizinha Síria

  • Lusa
  • 6 Dezembro 2024

O chefe da diplomacia iraquiana afirmou que o seu país "tomará a iniciativa e será rápido em realizar uma reunião com vários países". Na Síria decorre uma rápida ofensiva de rebeldes contra o regime.

O Iraque vai organizar uma conferência internacional a realizar em Bagdad sobre o conflito armado na vizinha Síria, anunciou esta sexta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Fuad Hussein.

Em conferência de imprensa com os seus homólogos da Síria, Bassam Sabag, e do Irão, Abbas Araqchi, o chefe da diplomacia iraquiana afirmou que o seu país “tomará a iniciativa e será rápido em realizar uma reunião com vários países, e que será em Bagdad para abordar a questão da Síria e a situação desesperada no país”.

A organização da conferência internacional foi suscitada pelos súbitos acontecimentos na Síria, onde decorre uma violenta e rápida ofensiva de rebeldes islamitas contra o regime do Presidente Bashar Al-Assad.

O ministro iraquiano disse que já iniciou contactos diplomáticos com países como a Turquia, os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Egito, bem como com outros Estados ocidentais e europeus para procurar uma solução para esta disputa na Síria, devastada por uma guerra civil iniciada há mais de uma década.

“Colocaremos em ação todas as ferramentas diplomáticas para alcançar uma trégua”, declarou. A iniciativa diplomática, segundo Hussein, visa “alcançar certos entendimentos com os representantes destes países” e dos Estados que também fazem parte do Acordo de Astana, no qual participam os três países garantes do cessar-fogo na Síria: Rússia, Irão e Turquia.

Em setembro de 2017, Rússia, Irão e Turquia patrocinaram o chamado Acordo de Astana, que visava reduzir a intensidade dos combates no terreno para criar as condições para um acordo político que ditasse o fim da guerra civil na Síria, iniciada em 2011. Moscovo anunciou esta sexta, por seu lado, que os ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia, do Irão e da Turquia vão realizar uma reunião no sábado, no Qatar, sobre a situação na Síria.

A Rússia e o Irão são os principais aliados do regime da Síria, enquanto a Turquia apoia as fações rebeldes islamitas que iniciaram a atual ofensiva, que já levou à queda das cidades de Alepo e Hama, ambas capitais de província.

A conferência que desejamos convocar será em Bagdad, simplesmente porque a situação na Síria é importante e nos preocupa. Os três examinámos e discutimos os possíveis cenários, bem como as ameaças, quer dentro quer fora das fronteiras sírias, que preocupam a comunidade iraquiana e outros países vizinhos”, observou Fuad Hussein, que é também vice-primeiro-ministro iraquiano.

Hussein anunciou ainda que o seu país irá liderar a ajuda humanitária à Síria, após altos funcionários de organizações das Nações Unidas terem indicado a partir de Genebra que o recrudescimento do conflito armado poderá provocar a deslocação forçada de 1,5 milhões de pessoas.

Desde que a rebelião dos grupos islamitas recomeçou, já se registam 280 mil civis deslocados devido à nova vaga de violência armada.

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Cristina Ferreira confirma fim da revista Cristina

"Acredito que o ciclo está terminado, tendo em consideração a falta de perspetivas futuras para o setor", diz numa declaração por escrito ao +M Cristina Ferreira. Quatro pessoas saem da editora.

Cristina Ferreira confirmou esta sexta-feira o fim da revista mensal Cristina. “Vai haver uma edição especial no início do ano, para assinalar os 10 anos deste projeto. Acredito que o ciclo está terminado, tendo em consideração a falta de perspetivas futuras para o setor“, diz numa declaração por escrito ao +M.

O fim da revista leva à saída de quatro pessoas da Treze7, editora do título detida por Cristina Ferreira.

“Estou muito grata a toda a equipa, a todos os que aceitaram os meus convites para capas e conteúdos arrojados que contribuíram, ao longo de uma década, para uma maior diversidade de conteúdos e de oferta. 2025 vai ser o ano de virar a página e de estreia de um novo projeto muito especial”, conclui a diretora de entretenimento e ficção da TVI, sem avançar detalhes.

O fim da revista em papel, anunciado num vídeo protagonizado por Cristina Ferreira e por Manuel Luís Goucha nas redes sociais, era comentado há algumas semanas.

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Polícia usa gás e tiros para dispersar manifestantes em Maputo

  • Lusa
  • 6 Dezembro 2024

Na altura da carga policial, os manifestantes encontravam-se sentados, ocupando parte do troço final daquela avenida, que dá acesso ao aeroporto internacional de Maputo e a hipermercados.

A polícia moçambicana recorreu, ao final da tarde, a disparos de gás lacrimogéneo e tiros para dispersar centenas de manifestantes que durante o dia cortaram a avenida Acordos de Lusaka, centro de Maputo, em protesto contra o processo eleitoral.

Cerca das 17:30 locais (menos duas horas em Lisboa), com aquela avenida central cortada por manifestantes desde as 08:00, um forte dispositivo policial, com elementos da Unidade de Intervenção Rápida e brigada canina, dispersou momentaneamente os manifestantes, que ocupavam a via com pneus em chamas, pedras e contentores.

Na altura da carga policial, os manifestantes encontravam-se sentados, ocupando parte do troço final daquela avenida, que dá acesso ao aeroporto internacional de Maputo e a hipermercados. Seguiram-se vários minutos de tiros e disparos de gás lacrimogéneo na zona, com os manifestantes a fugirem para o interior dos bairros à volta.

A Plataforma Eleitoral Decide, Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana que monitoriza os processos eleitorais, divulgou hoje que pelo menos 90 pessoas morreram nas manifestações pós-eleitorais no país desde 21 de outubro, além de 294 pessoas baleadas e 3.496 detidas.

O candidato presidencial Venâncio Mondlane apelou para uma nova fase de contestação eleitoral de uma semana, de 4 a 11 de dezembro, em “todos os bairros” de Moçambique, com paralisação da circulação automóvel das 08:00 às 16:00 locais. “Todos os bairros em atividade forte”, disse Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados anunciados das eleições gerais de 09 de outubro, numa intervenção através da conta oficial na rede social Facebook.

Tal como aconteceu na fase anterior de contestação, de 27 a 29 de novembro, o candidato presidencial pediu que as viaturas parem de circular das 08:00 às 15:30, seguindo-se então 30 minutos para se entoar os hinos de Moçambique e de África nas ruas, o que se verificou nos últimos três dias em várias artérias centrais, nomeadamente, de Maputo.

“Vamo-nos manifestar de forma ininterrupta, sem descanso. Vão ser sete dias cheios (…). Todas as viaturas, tudo o que se move, fica parado”, insistiu, pedindo aos automobilistas para colarem cartazes de contestação nas viaturas que circulem até às 08:00 e depois das 16:00.

O anúncio pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique, em 24 de outubro, dos resultados das eleições de 09 de outubro, em que atribuiu a vitória a Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição para Presidente da República, com 70,67% dos votos, espoletou protestos populares, convocados pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane e que têm degenerado em confrontos violentos com a polícia.

Segundo a CNE, Mondlane ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas este não reconhece os resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

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Governo atento ao impacto para portugueses das mudanças em Macau

  • Lusa
  • 6 Dezembro 2024

O novo chefe do Executivo, Sam Hou Fai, irá tomar posse a 20 de dezembro, dia em que se assinala o 25.º aniversário do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau.

O Governo está a acompanhar as mudanças em Macau, região semiautónoma chinesa que irá ter um novo líder, e preparado para apoiar os portugueses, disse esta sexta-feira à Lusa José Cesário. “Sabemos que o território está a passar por mudanças”, sublinhou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

O novo chefe do Executivo, Sam Hou Fai, irá tomar posse a 20 de dezembro, dia em que se assinala o 25.º aniversário do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau. “É um momento muito especial”, disse José Cesário, de celebração “de uma forma muito significativa” da transferência da administração da região, de Portugal para a China.

É fundamental que as autoridades portuguesas não deixem de estar presentes (…) para acompanhar estas dinâmicas e, de alguma forma, para darmos algum apoio à comunidade portuguesa que aqui existe em número tão significativo”, disse o secretário de Estado. A última estimativa dada à Lusa pelo Consulado-geral de Portugal em Macau apontava para mais de 100 mil portadores de passaporte português entre os residentes nas duas regiões chinesas de Macau e Hong Kong.

Cesário sublinhou que pretende “ouvir muito daquilo é o sentimento” da comunidade, mas confirmou que a passagem “muito breve” pelas duas cidades, que começou hoje e termina no domingo, não inclui encontros oficiais com dirigentes locais. O secretário de Estado acrescentou que “não há desenvolvimentos” sobre as restrições à autorização de residência para portugueses em Macau.

Desde agosto de 2023 que o território não está a aceitar novos pedidos fundamentados com o “exercício de funções técnicas especializadas”, permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação a Macau. As alternativas são os recentes programas de captação de quadros qualificados ou uma autorização de permanência dependente de um contrato de trabalho válido, sem benefícios ao nível da saúde ou educação.

Cesário falava antes de entregar a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas ao Conselho das Comunidades Macaenses e ao grupo de teatro Dóci Papiaçám di Macau, em cujas peças sobrevive o patuá, um crioulo de origem portuguesa. Os macaenses são uma comunidade euro-asiática, com raízes em Macau, sendo a maioria dos membros lusodescendentes.

O secretário de Estado disse que as medalhas reconhecem o “trabalho extraordinário” que as duas instituições têm feito na “preservação dos seus hábitos, dos seus valores, dos seus costumes”. Cesário disse que Portugal atribui “muita importância” à preservação do patuá e recordou que o coro dos Dóci Papiaçám atuou em Lisboa, em outubro, a propósito do plenário mundial do Conselho das Comunidades Portuguesas, um órgão consultivo do Governo.

As medalhas foram entregues no encerramento do Encontro Mundial das Comunidades Macaenses 2024, que reuniu a diáspora da comunidade, pela primeira vez desde 2019, devido à pandemia de covid-19.

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Governo da Madeira fixa salário mínimo regional em 915 euros em 2025

  • Lusa
  • 6 Dezembro 2024

No próximo ano, os trabalhadores madeirenses que rebem salário mínimo passam a receber mais 65 euros, para 915 euros, acima de 870 euros no continente e de 913,50 euros previsto para os Açores.

O Governo da Madeira (PSD) vai fixar o salário mínimo regional em 915 euros em 2025, mais 65 euros do que o valor atualmente em vigor, sublinhando que se trata do maior aumento ao nível do país.

“Em 2025, os trabalhadores madeirenses passam a receber mais 65 euros, preconizando a região o maior aumento salarial do país, acima dos 870 euros do Salário Mínimo Nacional e dos 913,50 previsto para os Açores”, refere a Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude.

Em comunicado divulgado após uma reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, que decorreu no Funchal, a secretaria tutelada por Ana Sousa esclarece que decidiu avançar com a proposta de salário mínimo regional de 915 euros, depois de ter ouvido os parceiros sociais.

A proposta do executivo social-democrata minoritário contou com os votos a favor da Associação dos Industriais de Construção da Madeira (ASSICOM), da União Geral de Trabalhadores (UGT/Madeira) e da União dos Sindicatos Independentes (USI). Já a Associação Comercial e Industrial do Funchal-Câmara de Comércio e Indústria da Madeira (ACIF-CCIM), a Associação de Agricultores da Madeira e a União dos Sindicatos da Madeira (USAM) votaram contra.

A região tem vindo a praticar acréscimos médios acima dos 3% em relação ao salário mínimo fixado ao nível nacional, prova do compromisso do Governo Regional em manter uma política equilibrada e consistente de acréscimo ao valor da retribuição mínima mensal garantida, de melhoria das condições de vida dos trabalhadores e de valorização do trabalho”, salienta a secretária de Inclusão, Trabalho e Juventude, citada no comunicado.

Ana Sousa reitera a intenção do executivo madeirense de “manter esta estratégia contínua de valorização salarial”, sublinhando que o salário mínimo regional aumentou 78%, o equivalente a 400 euros, desde 2015, ano em que o social-democrata Miguel Albuquerque assumiu a presidência do governo.

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Joaquim Pedro Cardoso da Costa é o novo diretor do Centro Jurídico do Estado

Joaquim Pedro Cardoso da Costa é o novo diretor do Centro Jurídico do Estado (CEJURE) e Virgínia Maria Barbosa da Silva e Raul Relvas Moreira os novos subdiretores.

O Governo designou Joaquim Pedro Cardoso da Costa como diretor do Centro Jurídico do Estado (CEJURE) e Virgínia Maria Barbosa da Silva e Raul Relvas Moreira para os cargos de subdiretores. O diretor e os subdiretores do CEJURE são designados mediante resolução do Conselho de Ministros.

“Designar Joaquim Pedro Formigal Cardoso da Costa, Virgínia Maria Barbosa da Silva e Raul Relvas Moreira respetivamente para os cargos de diretor e subdiretores do CEJURE, cujas idoneidade, experiência e competência profissionais são patentes nas notas curriculares que constam do anexo à presente resolução e da qual fazem parte integrante“, lê-se na Resolução do Conselho de Ministros publicada em Diário da República.

Joaquim Pedro Cardoso da Costa é jurista desde 1991, árbitro do CAAD – Centro de Arbitragem Administrativa e of counsel da Pragma desde 2023. Foi provedor-adjunto de justiça (2017-2022) e secretário de Estado para a Modernização Administrativa do XIX Governo Constitucional (2013-2015).

Foi também assessor jurídico do Presidente da República (2006-2008), de presidentes da Assembleia da República (2002-2005 e 2011-2013), do presidente do Tribunal Constitucional (1998-2002), do representante da República para a Região Autónoma da Madeira (2011), do gabinete dos Juízes do Tribunal Constitucional (1990-1991) e dos Ministros do Mar (1993-1995) e da Justiça (1988-1990).

O programa do Governo previa a “agregação, aquisição e desenvolvimento de centros de competência de excelência”, no qual se inclui o centro de competências jurídicas. Assim, e neste contexto, foi aprovado o Decreto-Lei n.º 43-B/2024, de 2 de julho, no qual se estabelece o alargamento do âmbito de atividade, serviços e intervenção do CEJURE.

“Esse alargamento de atividade e reforço de excelência veio a ser concretizado através do Decreto-Lei n.º 68/2024, de 8 de outubro, que aprovou a orgânica do CEJURE, cujos diretor e subdiretores cumpre agora designar”, referem.

O Governo autorizou ainda Raul Relvas Moreira a acumular as respetivas funções com a atividade de docência em estabelecimento de ensino superior e participação em conferências, palestras e ações de formação de curta duração.

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PME obrigadas a devolver fundos europeus vão receber “solução administrativa”

Castro Almeida prometeu uma "solução administrativa" que será comunicada às empresas esta sexta ou sábado para não terem de devolver as verbas a que foram obrigadas.

As pequenas e médias empresas que receberam notificações para devolver fundos comunitários porque não entregaram a certificação que comprova o estatuto de PME vão receber esta sexta-feira ou no sábado uma comunicação do Compete com “uma solução administrativa” para não terem de devolver apoios.

“As empresas vão ser notificadas, hoje ou amanhã, pelo Compete para dar uma solução alternativa para que não tenham de devolver dinheiro, porque, na maior parte dos casos as empresas não têm culpa por não terem acesso a esse documento”, disse o ministro Adjunto e da Coesão esta sexta-feira à margem de um evento do International Club of Portugal.

“As empresas vão ser notificadas sobre o que têm de fazer para resolver esse problema”, acrescentou dando a garantia de que “o problema vai ser resolvido”. “Temos de cumprir as leis e os regulamentos, mas há uma solução administrativa para que não tenham de devolver dinheiro”, frisou Castro Almeida.

O Jornal de Notícias avançou esta quinta-feira que várias PME foram notificadas para devolver os apoios que receberam por não terem entregue a certificação que comprova serem PME, um requisito necessário para serem elegíveis para os apoios do Portugal 2020. E não o fizeram porque as plataformas não emitiram os certificados atempadamente, sendo que esta é uma informação que o Estado já tem do seu lado, através da Informação Empresarial Simplificada.

Não há ideia de quantas são as empresas ou os montantes em causa. O Ministério da Economia não revelou ao JN, nem ao ECO que enviou questões sobre o tema. Manuel Castro Almeida disse apenas que tem “o conhecimento informal de que há muitas empresas envolvidas nessa situação”.

Mas este não é caso único. Castro Almeida revelou que há empresas que também estão a ser notificadas para devolver apoios, mas por uma razão diferente: incumprimento dos objetivos definidos nos concursos a que se candidataram, devido à pandemia. Também para essas empresas “está a ser pensada uma solução”.

“Os serviços da Administração Pública têm de cumprir as leis e nenhum membro do Governo pode dizer aos serviços para violar a lei. Mas pode dizer para, na interpretação dos casos concretos, usarem de um critério de bom senso, razoabilidade e compreensão pelas dificuldades das empresas que, no período da Covid, não conseguiam exportar. Era impossível”, sublinha o responsável.

“Ao considerar que houve uma alteração anormal das circunstâncias, deve haver uma alteração também dos resultados contratados”, defende.

“A orientação que dou aos serviços é ‘cumpram a lei, mas tenham em conta as dificuldades concretas das empresas’. Se a empresa não cumprir deve ser penalizada, se não cumpriu devido a uma causa externa, como o Covid, que a impediu de cumprir, aí tem de haver compreensão”, conclui.

Castro Almeida revelou ainda que se reuniu na quinta-feira com a nova administração do Compete, que ontem iniciou funções, tal como o ECO avançou, e pediu para que “transmitam aos serviços no interior do Compete que quando um técnico está indeciso se pede ou não um documento adicional então não peça. Só podem pedir os documentos indispensáveis. Na dúvida deem uma interpretação favorável às empresas. E olhem para a realidade dos factos e não tanto para os formalismos”, concluiu.

(Notícia atualizada com mais informação)

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PS questiona Governo sobre medidas face a fecho de têxteis no Vale do Sousa

  • Lusa
  • 6 Dezembro 2024

A situação nas fábricas de confeção na região do Vale do Sousa exige “intervenção urgente”. Sem "um apoio adequado, o risco de desindustrialização" poderá ter "consequências irreversíveis", diz PS.

O grupo parlamentar do PS perguntou esta sexta-feira ao Governo que medidas está a tomar face ao encerramento de fábricas de confeção no Vale do Sousa, defendendo uma “intervenção urgente” devido ao risco de desindustrialização na região e na economia.

Num documento com nove perguntas, enviadas através do parlamento ao ministro Pedro Reis, o grupo parlamentar do Partido Socialista (PS) apontou que o “recente encerramento de fábricas de confeção na região do Vale do Sousa, com maior incidência no município de Lousada, tem suscitado grande preocupação”, afetando “não só as empresas diretamente envolvidas, mas também o tecido económico e social da região”, colocando em risco a subsistência de muitas famílias e fragilizando um “setor fundamental para a economia local e nacional”.

Considerando que a situação exige uma “intervenção urgente”, os socialistas pretendem saber se o Governo tem conhecimento destes encerramentos e das suas repercussões sociais e económicas e “que medidas imediatas estão a ser implementadas para apoiar as famílias em situação de maior vulnerabilidade económica”.

No documento subscrito pelo deputado José Carlos Barbosa, o PS vincou que “sem um apoio adequado, o risco de desindustrialização em regiões como o Vale do Sousa poderá ter consequências irreversíveis, não apenas para a economia local, mas também para a economia nacional”. Os socialistas questionaram também sobre que iniciativas estão a ser desenvolvidas para promover o diálogo com empresários do setor, autarquias e outras entidades locais, no sentido de encontrar soluções que salvaguardem os postos de trabalho.

Já nas situações em que não é possível preservar o emprego, o PS pretende saber quais são as ações que estão a ser tomadas para apoiar os trabalhadores no acesso ao subsídio de desemprego e para promover a requalificação e reintegração no mercado de trabalho.

Os socialistas perguntaram também se está prevista a criação de programas ou linhas de apoio específicas para as empresas em dificuldades financeiras, de modo a prevenir novos encerramentos, e se, no quadro dos apoios comunitários disponíveis ou a criar, o Governo pretende desenvolver apoios direcionados ao setor têxtil e de vestuário naquela região.

“Para o grupo parlamentar do Partido Socialista é essencial que o Governo atue com rapidez e em articulação direta com o setor e o poder local, protegendo os trabalhadores e preservando a importância económica e histórica deste setor para o Vale do Sousa e para o país”, refere o documento.

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PLMJ e Uría assessoram compra do hotel Conrad Algarve

A PLMJ assessorou a Quinta do Lago na aquisição do Hotel Conrad Algarve à Flitptrel V. A Uría Menéndez prestou assessoria jurídica à ECS. 

A PLMJ assessorou a Quinta do Lago na aquisição do Hotel Conrad Algarve à Flitptrel V, uma sociedade gerida pela ECS e detida pela Davidson Kempner Capital Management. Esta unidade de cinco estrelas tem 154 suites, 80 apartamentos, dois vilas, seis restaurantes e bares e um spa de luxo. A Uría Menéndez prestou assessoria à ECS.

A equipa multidisciplinar da PLMJ envolvida na operação contou com a coordenação de Carmen Baptista Rosa, sócia da área de Imobiliário e Turismo e responsável do escritório de Faro, e com a participação do managing partner Bruno Ferreira, da sócia Teresa Madeira Afonso, do associado coordenador Luís Miguel Vasconcelos, das associadas sénior Rita Calafate e Gabriela Mendonça Santos e do associado Tiago Jesus Bento.

A equipa da Uría Menéndez que assessorou a ECS na venda do Conrad Algarve foi liderada por Francisco da Cunha Ferreira (sócio, Imobiliário) e por David Sequeira Dinis (sócio, Contencioso) e contou com o apoio dos advogados Luís Bértolo Rosa (counsel, Contencioso), André Hüsgen (associado sénior, Imobiliário) e Teresa Perdigão (associada júnior, Contencioso).

Sem divulgar o valor do negócio, a Quinta do Lago refere que a transação foi liderada pelo CEO Sean Moriarty e pelo CFO Miguel Sousa, falando numa “aquisição histórica” e que “representa um investimento estratégico que vem reforçar o compromisso do resort em promover um lifestyle de luxo orientado para o bem-estar.

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Costa saúda “conquista importante” após acordo político entre UE e Mercosul

  • Lusa
  • 6 Dezembro 2024

O acordo é "bom para a competitividade e para o emprego, é bom para o nosso lugar no mundo, é bom para os nossos cidadãos”, adiantou António Costa.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou esta sexta-feira o acordo político entre a União Europeia (UE) e os países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) sobre um protocolo comercial e de investimento, falando numa “conquista muito importante”.

“Saúdo a Comissão Europeia pelo acordo alcançado com os países do Mercosul. Trata-se de uma conquista muito importante”, reagiu António Costa, numa publicação na rede social X.

Reagindo ao anúncio de consenso político, que permite a conclusão das negociações do acordo de parceria entre os blocos europeu e latino-americano, o líder da instituição que junta os chefes de Governo e de Estado da UE assinalou: “Os Estados-membros irão agora avaliá-lo [ao acordo político] e tomar uma decisão”.

Ainda assim, para António Costa, “o comércio é positivo para a Europa”. “É bom para a competitividade e para o emprego, é bom para o nosso lugar no mundo, é bom para os nossos cidadãos”, adiantou.

A UE e os países do Mercosul chegaram esta sexta a acordo político para aquele que será o maior acordo comercial e de investimento do mundo, que servirá um mercado de 700 milhões de consumidores, no âmbito do reforço da cooperação geopolítica, económica, de sustentabilidade e de segurança.

Após o acordo político, o documento será verificado e traduzido, para depois a Comissão Europeia, que detém a competência para negociar a política comercial da UE, apresentar uma proposta ao Conselho e ao Parlamento para assinatura e conclusão. A decisão cabe, depois, aos países da UE (no Conselho) e aos eurodeputados (na assembleia europeia).

O texto do acordo de associação UE-Mercosul foi finalizado em 2019, após 20 anos de negociações, mas o bloco comunitário tem vindo a pedir mais garantias por parte dos países latino-americanos de que respeitarão o Acordo de Paris e a legislação laboral internacional.

Após esse primeiro aval de 2019 não ter tido seguimento, a UE e Mercosul têm mantido um contacto regular, que nas últimas semanas passou do nível técnico para o político e permitiu hoje concluir as negociações, nomeadamente em questões como os compromissos ambientais (relativamente à Amazónia).

O acordo UE-Mercosul abrange os 27 Estados-membros da UE mais Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, o equivalente a 25% da economia global e 780 milhões de pessoas, quase 10% da população mundial. Na UE, França tem vindo a liderar a oposição a esta parceria com o Mercosul por questões de biodiversidade e clima e também receios comerciais, com estes últimos a serem partilhados por outros países europeus.

A Comissão Europeia quis avançar com o acordo nas últimas semanas, de mãos dadas com a maioria dos países da UE, e em particular a Alemanha e a Espanha, num momento de grande debilidade política para o Presidente francês, Emmanuel Macron, face à crise política que o seu país está a viver, com a queda do Governo do primeiro-ministro, Michel Barnier, na quarta-feira devido a uma moção de censura apoiada pela esquerda e pela extrema-direita.

Numa declaração conjunta entretanto publicada, a Comissão Europeia e os países do Mercosul, que hoje se reuniram na capital uruguaia de Montevidéu, salientam estar “empenhados […] num intenso processo de negociações, com o objetivo de ajustar o acordo aos desafios enfrentados a nível nacional, regional e global”.

“Ambos os blocos estão determinados a realizar essas atividades nos próximos meses, com vistas à futura assinatura do acordo”, concluem.

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Vasco Vieira de Almeida distinguido com Lifetime Achievement Award. Veja a fotogaleria

Sócio fundador da sociedade de advogados Vieira de Almeida (VdA), Vasco Vieira de Almeida, recebeu o Advocatus Lifetime Achievement, prémio que terá periodicidade anual.

O sócio fundador da sociedade de advogados Vieira de Almeida (VdA), Vasco Vieira de Almeida, foi o vencedor do prémio Advocatus Lifetime Achievement, uma iniciativa lançada pelo ECO e pela Advocatus, e que terá periodicidade anual.

O objetivo é homenagear personalidades da advocacia que registaram um percurso de elevada influência para a afirmação do direito enquanto pilar central da sociedade e da economia. Distinguirá, assim, carreiras que servem de inspiração para a comunidade legal. A entrega do prémio realizou-se esta quinta-feira, num jantar solene no Centro Cultural de Belém pelas mãos da ministra da Justiça, Rita Júdice.

Na sua primeira edição, o júri foi constituído pelos diretores de algumas das principais faculdades de Direito: Eduardo Vera-Cruz Pinto, da Universidade de Lisboa, Margarida Lima Rego, da Nova School of Law, e Ana Taveira da Fonseca, Diretora da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica.

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