Governo aprova decreto-lei sobre cessão de créditos entre instituições financeiras

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

O diploma tem como objetivo “preservar os direitos dos consumidores no caso de cessão de créditos” entre entidades financeiras.

O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, um decreto-lei que transpõe para a ordem jurídica nacional a diretiva europeia relativa à cessão de créditos de clientes entre instituições financeiras.

Segundo o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o diploma, autorizado previamente pelo parlamento, tem como objetivo “preservar os direitos dos consumidores no caso de cessão de créditos” entre entidades financeiras.

A nova legislação pretende reforçar a proteção dos clientes bancários em situações em que os seus créditos cessem por motivos como a transferência ou reorganização entre instituições do setor financeiro.

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Ministro da Reforma tem poder para intervir em institutos e direções-gerais do Estado

Novo ministério pode mexer em sete institutos, cinco direções-gerais, duas entidades de compras do Estado e na Fundação para a Ciência e Tecnologia, segundo a lei orgânica do Governo.

O novo Ministério Adjunto e da Reforma do Estado, tutelado por Gonçalo Matias, vai poder intervir em sete institutos como o IHRU ou o IRN, em cinco direções-gerais, duas entidades de compras do Estado e na Fundação para a Ciência e Tecnologia, no âmbito da reestruturação dos serviços da Administração Pública que passa por reduzir estruturas e cargos dirigentes, segundo a nova lei orgânica do Governo publicada em Diário da República.

Uma das grandes novidades do XXV Governo de Luís Montenegro é precisamente o Ministério da Reforma do Estado. O próprio ministro Gonçalo Matias, já declarou “guerra à burocracia”. Mas não só. Ainda esta quinta-feira, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que “fazer a reforma do Estado é tornar o Estado mais capaz, é também poupar recursos, reduzir cargos dirigentes, reduzir estruturas e prestar melhores serviços”.

Neste sentido, o “ministro Adjunto e da Reforma do Estado tem por missão formular, conduzir, executar e avaliar, de modo transversal, as políticas de modernização e simplificação do Estado e da Administração Pública, direta, indireta e o setor empresarial do Estado, designadamente em matéria de transformação, organização e gestão dos serviços públicos, de alterações nos processos e procedimentos administrativos e na qualificação do emprego público“, de acordo com o diploma que aprova o regime de organização e funcionamento do Executivo.

O ministro passará a “intervir junto dos serviços da Administração direta do Estado, determinando a adoção de atos, procedimentos ou operações materiais, e junto das entidades da Administração indireta do Estado, emitindo orientações e solicitando informações, nas matérias da sua competência”.

Estão sujeitos a estes poderes do ministro “os serviços e as entidades, cujas atribuições estão, direta ou indiretamente, ligadas à organização, ao funcionamento e à modernização da Administração Pública:

  • Direção-Geral da Administração e do Emprego Público;
  • Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública;
  • Direção-Geral da Economia;
  • Direção-Geral das Autarquias Locais;
  • O Instituto da Mobilidade e dos Transportes;
  • Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção;
  • Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana;
  • Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça;
  • Instituto dos Registos e do Notariado;
  • Fundação para a Ciência e a Tecnologia;
  • Serviços Partilhados do Ministério da Saúde;
  • Instituto da Segurança Social;
  • Instituto de Informática;
  • Direção-Geral de Energia e Geologia;
  • Agência Portuguesa do Ambiente;
  • Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural”.

De salientar que o Ministério da Educação já anunciou a extinção da Fundação para a Ciência e Tecnologia e a sua integração na nova Agência para a Investigação e Inovação, no âmbito da reforma do Estado. O respetivo decreto-lei deverá ser aprovado em Conselho de Ministros ainda este verão, como anunciou Leitão Amaro.

Transitam para a tutela do Ministério da Reforma do Estado, o Instituto Nacional de Administração (INA), que estava na Presidência, mas mantém-se “em coordenação com o Ministro de Estado e das Finanças e com o Ministro da Presidência”, segundo a lei orgânica. A Agência para a Modernização Administrativa, que se encontrava no entretanto extinto Ministério da Modernização Administrativa, também passa para o pelouro de Gonçalo Matias.

Para além disso, e sem prejuízo dos poderes legalmente conferidos ao Conselho de Ministros e ao ministro de Estado e das Finanças, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado “exerce as competências legalmente previstas sobre a Imprensa Nacional Casa da Moeda, no que respeita à política e cultura de inovação prosseguida pelo Laboratório de Inovação (INCMLab) e aos investimentos em startups, a IP – Telecom e a ANI – Agência Nacional de Inovação, em matéria de digitalização”, segundo o mesmo diploma.

O ministro será ainda “responsável pela formulação, condução, execução e avaliação das políticas de digitalização, inovação e transição digital da economia, sociedade e Administração Pública, direta, indireta e o setor empresarial do Estado, e quanto a esta, na definição estratégica e gestão transversal e unificada da digitalização e modernização dos sistemas, aplicações e ferramentas tecnológicas”, estabelece a lei orgânica.

Neste âmbito, o Governo já avançou com a criação da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) e o cargo de diretor de sistemas e tecnologias de informação da Administração Pública (CTO) do Estado, tal como o ECO já noticiou.

A ARTE vai resultar da reestruturação da AMA (Agência para a Modernização Administrativa), será liderada pelo CTO do Estado e irá centralizar a transformação tecnológica do Estado e garantir a interoperabilidade entre os vários sistemas.

Esta nova agência ficará com a competência de implementar a estratégia tecnológica transversal ao Estado, promover a adoção de tecnologias emergentes, designadamente baseadas em Inteligência Artificial e será ainda responsável pela compra de tecnologias de informação e comunicação (TIC).

O ministro da Reforma já revelou que “a nova agência entrará em funcionamento imediatamente” e ficará a cargo da atual direção da AMA, liderada, neste momento, por Sofia Mota. “E, atempadamente, será anunciado o nome do CTO”, salientou, acrescentando que “a pessoa ainda não está identificada”, mas que será selecionada fruto de um “processo concorrencial”.

Questionado sobre o perfil do novo CTO, Gonçalo Matias disse apenas que “tem de ser alguém com capacidade para coordenar processos e garantir a interoperabilidade dos processos”.

Sem querer referir números quanto às “poupanças” que serão geradas com esta reforma do Estado, o governante garantiu, no entanto, que a nova agência e a nova figura de CTO não irão representar mais despesa para os cofres públicos: “Não representa nenhum acréscimo de custo, porque acumulará a função também de presidente da ARTE”, organismo que vai substituir a AMA.

“A principal poupança é de tempo e recursos dos cidadãos e das empresas. Claro que também vai haver poupanças no tempo e recursos da Administração Pública, mas não implica nenhum programa de despedimentos”, assegurou.

“O mais importante não é cortar pessoal, o mais importante está em combater a burocracia. Não se trata de um problema de pessoal mas de estrutura. É reformar o Estado por dentro, não é implodir o Estado, não é dispensar o Estado, porque isso não é possível”, reforçou.

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Tarifas: Governo recebeu 30 associações empresariais que representam 90% das exportações para os EUA

Ministro da Economia esteve reunido com associações que representam mais de 90% das exportações para os Estados Unidos para debater o impacto das tarifas. Amanhã recebe setor agroalimentar e vinhos.

No dia em que entraram em vigor as tarifas de 15% sobre os bens europeus que têm como destino os Estados Unidos, o ministro da Economia, Castro Almeida, reuniu-se com 30 associações setoriais, que representam mais de 90% das exportações para o país, para discutir o impacto das taxas aduaneiras e o acordo fechado pela União Europeia.

Nas reuniões, onde estiveram também presentes os presidentes do IAPMEI, AICEP e Banco Português de Fomento (BPF) e a diretora-geral da Direção-Geral da Economia, os testemunhos recolhidos junto das associações empresariais validaram as medidas que o Governo tem vindo a tomar no sentido de reforçar os apoios à internacionalização e capitalização das empresas”, revela o Ministério da Economia e da Coesão Territorial, em comunicado enviado às redações.

Segundo a mesma fonte, foram ouvidas cerca de 30 associações representativas dos setores automóvel, elétrico e eletrónico, de cerâmica, dos mármores e granitos, da cortiça, da farmacêutica, da bioindústria, da metalomecânica, da fileira florestal, dos químicos e plásticos e do têxtil, vestuário e calçado.

Ainda esta quinta-feira, o ministro e o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, vão ouvir a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), a Associação Empresarial de Portugal (AIP) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP).

amanhã, será a vez de o Ministro da Economia e da Coesão Territorial e do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, receberem os setores agroalimentar e vitivinícola.

“Estas reuniões são importantes para auscultar os principais setores exportadores nacionais e avaliar como estão a absorver as medidas que foram desenhadas para responder ao impacto das tarifas sobre os produtos portugueses. Do que ouvimos, é possível dizer que os empresários validam as medidas do Governo para mitigar esses efeitos”, refere o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, em comunicado.

“Estamos a ajudar as empresas a diversificarem os mercados para os quais exportam”, acrescenta ainda o ministro, que realça que o Executivo antecipou o calendário dos avisos para ações coletivas de internacionalização, com abertura já a 31 de julho, para mitigar o impacto das tarifas.

O ministério da Economia relembra que, no âmbito das linhas BPF INVESTEU, foram recebidas 14 mil candidaturas, totalizando 3,2 mil milhões de euros, dos quais 2,5 mil milhões foram já aprovados e 1,6 mil milhões pagos às empresas.

Foi também lançada a linha BPF Invest Export PT, dedicada às PME exportadoras, que conta já com 2.600 candidaturas, no valor de 1.300 milhões de euros. Deste montante, 600 milhões já foram aprovados.

O comunicado recorda ainda que, no âmbito das medidas para apoiar as empresas, no quadro do novo Programa de Incentivos PT2030, “foi já lançada uma linha de subvenções não reembolsáveis para apoio à internacionalização, direcionada a projetos conjuntos, promovendo uma abordagem colaborativa nos mercados externos”.

O passo seguinte, refere, será o reforço dos seguros de crédito à exportação. “O foco do Governo é calibrar as medidas às necessidades concretas das empresas, em particular as exportadoras, seja através da operacionalização das linhas do BPF seja através da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, que terá um papel central na identificação de necessidades específicas destas empresas, na recolha de informação de mercado e na articulação com os instrumentos de apoio disponíveis a nível nacional e europeu”, diz ainda o comunicado.

“O Governo acompanhará de perto os desenvolvimentos do acordo dos EUA com a União Europeia, antecipando os problemas e ajustando soluções, sempre em diálogo com os empresários e as suas associações representativas”, remata.

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Marca de calçado de Pedro Abrantes e da Amorim passa para os pés da Kyaia

O grupo liderado por Fortunato Frederico passa a deter 100% do capital da empresa detentora da marca As Portuguesas.

A Amorim Cork Ventures e Pedro Abrantes anunciaram a venda da participação na Ecochic Portuguesas, empresa detentora da marca As Portuguesas, ao Grupo Kyaia, que passa a deter 100% do capital social da empresa.

“Foi um bom negócio, mas acima de tudo sinto orgulho por ver um projeto que nasceu na garagem da minha mãe ser reconhecido e valorizado,” afirma Pedro Abrantes, sócio fundador da marca, citado em comunicado. O valor da operação não foi adiantado.

Fundada em 2015, a marca de calçado Ecochic Portuguesas nasceu da visão de Pedro Abrantes que, com o apoio da Amorim Cork Ventures, lançou no mercado a marca As Portuguesas, que se assume como “a primeira marca de flip flops de cortiça, utilizando matéria-prima 100% natural”.

Em 2017, a entrada do Grupo Kyaia na estrutura societária representou um novo impulso no processo de internacionalização da marca. Com forte presença internacional no setor do calçado, a Kyaia contribuiu de forma decisiva para a sua expansão, tendo a As Portuguesas alcançado mais de 60 mercados internacionais ao longo da última década.

Fortunato Frederico, presidente e fundador da Kyaia, destaca: “A marca As Portuguesas conquistou-nos desde o primeiro momento, pelo seu ADN inovador, sustentável e autenticamente português”, destacando que ao “longo destes anos, trabalharam com sucesso na afirmação internacional da marca”, nos quais se destacam os EUA, Canadá e Europa, Austrália e Coreia do Sul, Japão e outros países asiáticos.

“Agora, com total responsabilidade pela sua gestão, a Kyaia está determinada a acelerar a presença global d’As Portuguesas e a reforçar o seu posicionamento como uma referência no calçado ecológico, tendo a sola com cortiça como elemento diferenciador”, afiança Fortunato Frederico.

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IGAS descarta nexo de causalidade entre morte em Montemor-o-Velho e atraso do INEM

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

A IGAS indica que o "contacto para a linha 112, só foi feito passado 21 minutos depois da vítima ter sido encontrada inconsciente e sem respirar" em Montemor-o-Velho durante a greve do INEM.

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) concluiu não haver uma relação de causalidade entre o atraso no atendimento de uma chamada pelo INEM e a morte de uma mulher de 73 anos em Montemor-o-Velho em novembro de 2024.

A conclusão do inquérito da IGAS a este caso, que ocorreu a 4 de novembro de 2024, quando a greve dos técnicos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) atrasou a resposta a emergências, afirma que “não é possível o estabelecimento de um nexo de causalidade entre a demora no atendimento da chamada de socorro pelo CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes] e o desfecho fatal”.

Segundo concluiu a IGAS, o “contacto para a linha 112, só foi feito passado 21 minutos depois da vítima ter sido encontrada inconsciente e sem respirar”.

A peritagem médica referiu que em caso de cardiorrespiratória as manobras de reanimação devem ser iniciadas de imediato e que ao fim de dez minutos sem esta atuação a recuperação é praticamente impossível”, acrescenta-se ainda no comunicado da IGAS divulgado esta quinta-feira.

A IGAS adianta que o relatório com as conclusões relativas a este caso foi remetido ao conselho diretivo do INEM, ao Ministério Público de Coimbra, onde decorre um inquérito sobre o caso, e ao gabinete da ministra da Saúde, para conhecimento.

A 4 de novembro de 2024 coincidiram duas greves que agravaram os atrasos no atendimento por parte do INEM: a greve às horas extraordinárias dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH) e a paralisação da Função Pública. Um relatório anterior da IGAS revelou que, neste dia, mais de metade das chamadas para o INEM foi abandonada, com apenas 2.510 das 7.326 chamadas atendidas.

Além do relatório relativo aos impactos das greves na capacidade de resposta dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), a IGAS autonomizou os relatórios relativos a 12 mortes. Este é o nono caso já concluído e em dois deles os óbitos foram associados ao atraso no socorro.

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Sindicato diz que 823 trabalhadores inscreveram-se em planos de saídas da Meo

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

Segundo o Sindicato Nacional dos Correios e Telecomunicações, dos 823 trabalhadores, 727 "têm mais de 50 anos".

O Sindicato Nacional dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) indicou esta quinta-feira que a Meo informou que 823 trabalhadores se inscreveram em planos de saídas, mas a empresa não confirma o número, adiantando apenas que o processo está a decorrer.

Em comunicado sobre o programa de saídas voluntárias, o SNTCT refere que, em 5 de agosto, a Meo “convocou os sindicatos para o balanço de saídas e informou que 823 trabalhadores(as) se inscreveram para os vários planos de saídas”. Segundo o sindicato, dos 823 trabalhadores, 727 “têm mais de 50 anos”, adianta o sindicato.

Este processo teve início em 30 de junho e terminou em 31 de julho. De acordo com fontes contactadas pela Lusa, o facto das pessoas se terem candidatado aos programas de saídas voluntárias não quer dizer que todas sejam aceites. O SNTCT adianta que além destas saídas contam-se ainda “200 trabalhadores que desde janeiro têm vindo a sair”.

Durante esse período, “os trabalhadores que tinham as condições do programa de saídas tinham que informar a sua vontade para sair nos vários planos de RMA (despedimentos negociados), pré-reformas e incentivo à reforma”, acrescenta a estrutura sindical, referindo que “houve trabalhadores que não se inscreveram neste programa porque não pretendiam sair”.

O SNTCT acusa a empresa de a partir da recusa da saída de alguns desses trabalhadores ter começado “a assediar e a intimidar”, dizendo que “caso não aderissem iriam sair da direção onde estavam, mudavam de funções, deixavam de ter horários flexíveis e passavam para horários fixos e em alguns casos iriam mudar de local de trabalho a partir de 1 de outubro”.

A Lusa questionou a Meo/Altice sobre a informação veiculada pelo sindicato, mas não obteve comentário. O sindicato diz ainda que nas rescisões por mútuo acordo “os trabalhadores saíram sem fundo de desemprego”. De acordo com Paulo Gonçalves, da direção do SNTCT, a reorganização da Meo, da Altice, vai extinguir cinco empresas: Blueclip, PT Prestações, PT Contact, PT Sales e Meo – Serviços Técnicos de Redes.

Os trabalhadores destas empresas “passam todos para a Meo SA”, disse o responsável.

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Marcelo questiona Governo sobre privatização da TAP

Decreto-lei sobre a venda da companhia aérea portuguesa chegou esta semana ao Palácio de Belém. Insolvência da antiga TAP SGPS e operações sobre o património da companhia suscitam dúvidas a Marcelo.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, questionou o Governo de Luís Montenegro sobre o processo de privatização da TAP, avança a RTP. Segundo a notícia avançada pelo canal público, o chefe de Estado quer que o Executivo esclareça vários pontos sobre o processo, que chegou a Belém no início desta semana, nomeadamente questões relacionadas com a insolvência da antiga TAP SGPS.

Marcelo Rebelo de Sousa terá dúvidas sobre interpretação de certas cláusulas, nomeadamente as operações sobre o património da companhia, alteração da estrutura do capital no contexto do concurso e questões relacionadas com insolvência da TAP SGPS.

O Governo aprovou no passado dia 10 de julho a privatização da TAP até 49,9% do capital, num processo que “incorpora a abertura ao capital de um investidor ou mais até 44,9% e 5% aos trabalhadores”, segundo explicou o primeiro-ministro Luís Montenegro aquando do anúncio.

O decreto-lei sobre a privatização da companhia chegou ao Palácio de Belém no início da semana. No passado dia 12 de julho, o presidente tinha adiantado que não havia motivos para não aprovar a privatização parcial da TAP, desde que o diploma esteja “exatamente em linha” com o anunciado pelo Governo.

“Não há nenhuma razão, sendo importante para o país, para não deixar passar” a venda parcial da TAP, disse nessa ocasião o Presidente da República, à margem das cerimónias comemorativas dos 50 anos de independência de São Tomé e Príncipe, onde participava.

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Portugal recebe conferência internacional sobre ferragens e construção

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

O encontro internacional, que decorre nos dias 11 e 12 de setembro, na Curia, sob organização da ABIMOTA, vai reunir cerca de 70 representantes de empresas e associações.

A Associação das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Atividades Complementares (ABIMOTA) anunciou esta quinta-feira que vai receber em Portugal a 71.ª Conferência da ARGE – The European Federation of Locks and Building Hardware Manufacturers.

O encontro internacional, que decorre nos dias 11 e 12 de setembro, na Curia, sob organização da ABIMOTA, vai reunir cerca de 70 representantes de empresas e associações da Alemanha, França, Reino Unido, Países Baixos, Itália e Suécia, entre outros.

“A conferência constituirá uma plataforma privilegiada de debate, partilha de conhecimento e networking, centrada nos principais desafios e tendências estratégicas que moldam o futuro da indústria europeia de ferragens e hardware para a construção”, salienta aquela associação em nota de imprensa.

Ao longo dos dois dias, especialistas da área vão abordar temas como o novo Regulamento Europeu dos Produtos de Construção (CPR), a obrigatoriedade das Declarações Ambientais de Produto (EPD) e ferramentas digitais, como o cálculo do ciclo de vida ambiental (LCA) e o papel da digitalização no setor.

A aplicação da Inteligência Artificial (IA) na indústria transformadora, os desafios legais relacionados com a cibersegurança, bem como a e evolução da legislação são outros dos temas a abordar.

“É com enorme orgulho que recebemos esta conferência em Portugal. Trata-se de um momento importante para projetar internacionalmente as nossas empresas e para reforçar a posição de Portugal como parceiro relevante nesta indústria estratégica”, afirma Gil Nadais, secretário-geral da ABIMOTA.

Para aquele dirigente associativo, a realização do evento em território nacional representa “o reconhecimento da importância crescente do setor português das ferragens e hardware de construção, bem como do papel ativo da ABIMOTA no seio da ARGE e do Comité Europeu de Normalização (CEN).

Fundada em 1956, a ARGE representa os fabricantes europeus de fechaduras e ferragens, reunindo 12 associações nacionais e mais de 200 fabricantes na Europa e Escandinávia. A ABIMOTA, criada em 1975, representa atualmente os setores das duas rodas, ferragens, mobiliário e atividades complementares, contando com mais de 200 empresas associadas, com componente exportadora, que representam cerca de 11.800 postos de trabalho.

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Empresa que operou helicópteros do INEM suspende certificado de transporte aéreo

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

Com esta suspensão, a Avincis não poderá apresentar-se a concursos públicos nem receber ajustes diretos, que impliquem ter este tipo de certificado.

A Avincis, empresa responsável pela operação dos helicópteros ao serviço do INEM até junho deste ano, pediu a suspensão do certificado de transporte aéreo, incluindo o de emergência médica, a qual foi esta quinta-feira publicada em Diário da República.

O despacho, assinado pela presidente do Conselho de Administração da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), Ana Vieira da Mata, determina a suspensão da licença de transporte aéreo de passageiros, carga e correio, com efeitos a partir de 15 de julho deste ano, data em que a Avincis apresentou o pedido junto do regulador nacional do setor.

Com a decisão de avançar para a suspensão do certificado de transporte aéreo, a empresa que operou os helicópteros do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) até 30 de junho deste ano, não poderá apresentar-se a concursos públicos nem a receber ajustes diretos, que impliquem ter este tipo de certificado.

Contactado pela agência Lusa, a Avincis sublinha que a “suspensão deste certificado de operador aéreo não terá qualquer impacto nas atividades que tem em curso de combate a incêndios”, acrescentando “que estão totalmente cobertas pelas certificações e autorizações necessárias para operar em Portugal”.

“Continuamos totalmente comprometidos em prestar um serviço eficaz e seguro com os nossos dois aviões Canadair e dois helicópteros Bell 412 e AS350B2, que estão a apoiar as autoridades portuguesas no combate aos incêndios em todo o país”, refere a empresa, na resposta escrita.

O contrato da Avincis com o INEM, ao abrigo do qual estavam disponíveis quatro helicópteros nas bases de Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé, terminou em 30 de junho deste ano. O novo concurso internacional para a operação de helicópteros de emergência foi ganho pela empresa Gulf Med, que previa o seu início a 1 de julho, o que não se verificou, obrigando o INEM a avançar com um ajuste direto e a contar com o apoio das aeronaves da Força Aérea.

Este ajuste direto destinou-se à “locação de três aeronaves”, prevendo duas a operarem a partir de 1 de julho e a terceira a partir de 15 de julho, até ao dia a indicar pelo INEM com uma semana de antecedência. O contrato refere ainda que os períodos de operação destes três helicópteros vão terminando “à medida que seja possível substituí-los pelas aeronaves” previstas no contrato que resultou do concurso público internacional.

Este contrato foi adjudicado à Gulf Med por cerca de 77,5 milhões de euros para uma operação de quatro helicópteros 24 horas por dia até 2030.

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Startup Lyten compra ativos da Northvolt na Europa avaliados em 5 mil milhões com “desconto significativo”

No mês passado, a Lyten acordou comprar as unidades polacas da Northvolt, depois de já ter do seu lado uma unidade da Northvolt nos EUA. Fica agora de olho numa outra, no Canadá.

A Lyten, uma startup da Califórnia que desenvolve baterias de lítio-enxofre, fechou a compra de todos os ativos europeus restantes da Northvolt, a fábrica que representava a maior aposta europeia no setor das baterias e que abriu um processo de insolvência no início deste ano.

A Lyten indica, em comunicado, que adquiriu 16 gigawatts-hora de capacidade de fabrico de baterias, outros 15 GWh que estão em construção, a infraestrutura e os planos para escalar acima de 100 GWh e o “maior e mais avançado” centro de inovação e desenvolvimento de baterias na Europa.

Os ativos em causa são a Northvolt Ett, Ett Expansion e Northvolt Labs, localizados na Suécia, e a Northvolt Drei, na Alemanha, assim como a propriedade intelectual da empresa. Este conjunto estava avaliado em 5 mil milhões de dólares. De acordo com a Bloomberg, o CEO e cofundador da Lyten, Dan Cook, recusou-se a divulgar os detalhes financeiros em entrevista à agência, mas confirmou que a empresa comprou estes ativos com um “desconto significativo” face ao valor estimado.

Esta já não é a primeira aquisição da Lyten no que diz respeito aos ativos da falida Northvolt. No mês passado acordou comprar as unidades polacas da fabricante de baterias falida, negócio que espera concluir em agosto, depois de já ter do seu lado uma unidade da Northvolt nos EUA, desde o passo mês de novembro passado.

A Northvolt chegou a ter cerca de 7.000 funcionários. A startup compradora compromete-se a voltar a contratar uma “porção relevante” dos trabalhadores em lay-off. A empresa cita o primeiro-ministro sueco, Ebba Busch, que considera esta compra de ativos da Northvolt “uma vitória” para a Suécia e para os ex-trabalhadores.

A transação estará sujeita a uma série de aprovações por parte dos governos sueco, alemão, e também de instâncias europeias, mas a startup Lyten espera ter o processo concluído no quarto trimestre deste ano. O objetivo é retomar as operações nas unidades suecas assim que a operação estiver finalizada. A startup não espera, contudo, ficar por aqui: informa ainda em comunicado que tem na calha a compra de uma outra unidade da Northvolt no Quebec, Canadá.

A Lyten atualmente fabrica baterias de lítio-enxofre em Silicon Valley, na Califórnia, e destina-as aos mercados de drones e defesa, “que estão a crescer rapidamente”, indica a startup em comunicado. A Lyten também se está a preparar para lançar as suas próprias baterias de lítio-enxofre na Estação Espacial Internacional, nos próximos meses, e ainda detém um pipeline de projetos na ordem dos mil milhões de dólares para sistemas de armazenamento de energia (BESS) com a tecnologia de lítio-enxofre.

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Marcelo promulga proibição de uso de telemóveis nas escolas até ao 6.º ano

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

O Presidente da República considera que a medida poderá "proporcionar uma experiência, passível de avaliação ulterior, de potencial interesse pedagógico".

O Presidente da República promulgou esta quinta-feira o diploma do Governo que proíbe o uso de telemóveis até ao sexto ano de escolaridade, considerando que poderá proporcionar uma experiência “de potencial interesse pedagógico”.

Numa nota divulgada na página oficial da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa salienta que este diploma mereceu o parecer favorável do Conselho das Escolas e considera que poderá “proporcionar uma experiência, passível de avaliação ulterior, de potencial interesse pedagógico”.

O Presidente da República ressalva, contudo, que a aplicação deste regime nas regiões autónomas deve “tomar em consideração a autonomia legislativa constitucionalmente consagrada”.

Marcelo Rebelo de Sousa refere ainda que a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) e o Conselho Nacional de Educação (CNE) emitiram reservas sobre o seu conteúdo.

Este diploma tinha sido aprovado em Conselho de Ministros em 3 de julho e visa regular “a utilização, no espaço escolar, de equipamentos ou aparelhos eletrónicos com acesso à internet, como smartphones, proibindo o seu uso pelos alunos do 1.º e do 2.º ciclos do Ensino Básico, a partir do próximo ano letivo”.

Segundo o comunicado do Governo divulgado na altura, “a adoção de medidas de proibição ou de restrição tem em conta os resultados do estudo do Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas sobre as recomendações emitidas pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em setembro de 2024, relativas à utilização de smartphones nos recintos escolares”.

Nas conclusões desse estudo do Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas, referia-se que mais de metade das escolas que proibiram o uso de smartphones relataram uma diminuição do bullying e da indisciplina do 2.º ciclo ao secundário, e na esmagadora maioria os alunos passaram a socializar mais durante os intervalos, a realizar atividade física e a usar os espaços de jogos no recreio.

No ano passado, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação recomendou a proibição de smartphones do 1.º ao 6.º ano de escolaridade, ou seja, até aos 12 anos e o uso limitado no 3.º ciclo. Segundo o estudo, apenas 21,3% das escolas do 1.º ciclo não adotaram a recomendação e 59,1% das escolas de 2.º ciclo também não o fizeram.

No 3.º ciclo, 24,9% proibiram o uso desses equipamentos, medida adotada por apenas 7,6% das escolas secundárias. Os maiores impactos na redução do bullying e indisciplina foram relatados pelas escolas que optaram pela proibição, sobretudo no 2.º ciclo (59% e 53,6%, respetivamente), no 3.º ciclo (57,8% e 57,4%) e no secundário (55,6% e 59,5%).

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“Fazer a reforma do Estado é também reduzir cargos dirigentes”, diz Leitão Amaro

O ministro da Presidência anunciou a extinção de quase 10 entidades do Ministério da Educação e o regresso de "centenas de professores" às escolas.

O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, sete diplomas para a reforma do Ministério da Educação e que incluem a extinção de quase 10 entidades, a descentralização de competências para as comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR) e o regresso de “centenas de professores” às escolas, anunciou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

“Fazer a reforma do Estado é tornar o Estado mais capaz, é também poupar recursos, reduzir cargos dirigentes e reduzir estruturas”, defendeu o governante.

O decreto-lei que extingue a Fundação para a Ciência e Tecnologia e o integra na nova Agência para a Investigação e Inovação será aprovado mais tarde, mas ainda durante o verão, garantiu Leitão Amaro.

O ministro da Presidência referiu que os diplomas que agora foram a Conselho e Ministros concretizam em parte a reforma anunciada na semana passada pelo ministro da Educação e visam a “criação da Agência do Sistema Educativo, extinguindo três entidades, a extinção da secretaria-geral da Educação, alteração do regime das CCDR que passam a receber competências desconcentradas e regionais do Ministério da Educação”.

Os diplomas procedem ainda à “criação da Direção-Geral de Estudo, Planeamento e Avaliação, do Instituto para a Educação e Avaliação, extinguindo quatro entidades, um outro decreto extingue a editorial do Ministério da Educação, cuja atividade e recursos serão integrados na Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM)”, acrescentou. Por fim, foi aprovada um sétimo decreto-lei que elimina “por fusão a ANQEP (Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional).

Questionado sobre quantos professores irão transitar das entidades extintas para as escolas, Leitão Amaro não precisou um número mas disse que deverão ser “umas centenas”.

“Fazer a reforma do Estado é tornar o Estado mais capaz, é também poupar recursos, reduzir cargos dirigentes, reduzir estruturas e prestar melhores serviços, libertando e colocando mais professores nas escolas”, sublinhou.

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