Os ministros nem atingem o estatuto de ajudantes do primeiro-ministro. Os ministros são peças no grande tabuleiro político de um jogo cuja finalidade só o primeiro-ministro sabe e conhece.
A dança do primeiro-ministro em Moçambique é a imagem perfeita de um estilo de governação. Os gestos desconexos, sincopados, intermitentes, absurdos, são a representação de um carácter político em que tudo serve para manter as aparências e o poder. Um poder que o primeiro-ministro exerce sem motivação, sem empenho, sempre com meio sorriso na cara – uma metade diz que está tudo bem, a outra metade está a pensar em outra realidade. O primeiro-ministro tem um longo mandato pela frente, mas o cansaço e a ausência de ideias transpiram nos silêncios, nas omissões, nas declarações displicentes, na velocidade de uma governação incompatível com os dias que o Mundo vive. Tudo somado na simbologia de uma dança pós-moderna, africana, experimental, está o gesto político de ganhar tempo. Aliás, esta
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