Alemanha vê com bons olhos “encolher” o Deutsche Bank

  • Marta Santos Silva
  • 17 Outubro 2016

Reduzir a atividade do banco de investimento nos Estados Unidos é uma das soluções a ser consideradas para diminuir o risco do maior banco alemão.

Encolher o Deutsche Bank é uma das soluções que está a ser estudada pelo governo de Angela Merkel, segundo avança esta segunda-feira a Bloomberg. A Alemanha veria com bons olhos uma redução das operações do maior banco alemão nos Estados Unidos e uma diminuição da sua atividade enquanto banco de investimento, de forma a diminuir os riscos e as exigências de liquidez que os reguladores impõem sobre o banco.

Uma diminuição das operações nos Estados Unidos afetaria principalmente as atividades do banco de investimento, disse à Bloomberg uma fonte do Governo alemão, por requerer mais capital. No entanto, ainda não foram tomadas decisões formais, e o Ministério das Finanças alemão rejeitou comentar as negociações enquanto estas decorrem.

“Desde o princípio da crise financeira que o objetivo da nossa regulação tem sido reduzir os riscos nos balanços dos bancos”, disse à Bloomberg, por email, a deputada Antje Tillmann, do comité financeiro do Parlamento alemão. “Medidas que ajudem a chegar a esse objetivo sem prejudicar a economia alemã, que é direcionada para a exportação, devem ser discutidas abertamente”.

No mês passado, os Estados Unidos anunciaram que iriam multar o banco alemão em 12 mil milhões de euros pelo seu papel na venda de créditos imobiliários de baixa qualidade, em 2008. No entanto, não se espera que o acordo final entre o banco e a Justiça norte-americana fixe uma multa superior a seis mil milhões de euros. Mesmo esse valor, no entanto, é suficiente para pôr em causa a segurança do gigante da banca alemã, que demonstrou nos últimos testes de stress ser uma das instituições mais descapitalizadas na Zona Euro.

Numa tentativa de reduzir os custos, o CEO do banco, o britânico John Cryan, tem conduzido uma vaga de despedimentos, incluindo o encerramento de 15 agências em Portugal, e deverá despedir cerca de 15 mil pessoas por todo o mundo. A ajuda pública ao banco foi posta fora da questão pela chanceler alemã Angela Merkel.

 

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