Qual é a melhor plataforma para ouvir música em streaming? Depende de si

  • Marta Santos Silva
  • 28 Outubro 2016

Os seus amigos estão no Spotify mas o melhor áudio está no Tidal. Descubra a plataforma de streaming que melhor se adequa aos interesses.

São cada vez mais os serviços que permitem ouvir música online através de streaming mas, com preços parecidos e outras características semelhantes, pode ser difícil escolher aquele que mais se adequa às necessidades e preferências de cada utilizador. Embora tenham alguns traços comuns, cada plataforma tem as suas particularidades – da qualidade do som à possibilidade de criar playlists próprias – que ajudam a distingui-las.

Entre Spotify, Tidal, Apple Music, MEO Music e Bandcamp, há um serviço que é o melhor para si.

Se quer o maior catálogo: Apple Music

Lançada no verão de 2015, a Apple Music já conta com um catálogo de mais de 40 milhões de canções – mais extenso do que os das restantes plataformas desta lista. A Apple Music acrescenta ainda as canções que já estão na biblioteca do utilizador à mesma base de dados na cloud, ficando disponíveis em todos os dispositivos sem ocupar memória em nenhum deles. Também permite descarregar certas canções, álbuns ou playlists para ouvir offline.

Pode experimentar a Apple Music gratuitamente durante três meses. Depois desse período, precisará de escolher uma subscrição paga. Uma conta individual custa 6,99€ por mês, enquanto o plano familiar custa 10,99€ mensais, permitindo que até seis pessoas que partilhem a morada tenham acesso à Apple Music nos seus dispositivos. A Apple Music conta com cerca de 15 milhões de subscritores, funciona nos vários sistemas — não só em iOS –, e disponibiliza ainda várias estações de rádio, algumas delas temáticas por género musical (rock, pop, blues), outras com programas com curadoria de artistas como Drake ou Elton John. É possível criar listas de reprodução e aceder às playlists temáticas criadas por outros utilizadores.

Se quer a maior comunidade com quem partilhar música: Spotify

Em Junho de 2016, o Spotify atingiu os seus 100 milhões de utilizadores ativos mensalmente. Destes, 30 milhões são utilizadores premium, que pagam para utilizar o serviço. Esta comunidade transforma o Spotify na maior plataforma de streaming em termos de utilizadores pagos, mesmo tendo em conta que não existe limite de tempo para ter uma conta gratuita — se estiver disposto a ouvir os anúncios, nunca terá de pagar para usar o Spotify. E se o que procura é uma forma de saber o que os seus amigos e conhecidos estão a ouvir, é mais provável que eles estejam nesta plataforma do que noutra qualquer.

O Spotify conta com uma biblioteca de mais de dois milhões de artistas e mais de 30 milhões de canções que podem ser organizadas em playlists mas que só podem ser descarregadas para ouvir offline quando se subscreve o serviço premium.

Uma conta premium custa 6,99€ por mês, faz desaparecer os anúncios, permite saltar um número ilimitado de músicas, descarregar até 3333 canções e ouvir música com uma melhor qualidade. As mesmas vantagens mas para uma família de até seis pessoas a viver na mesma morada custam 10,99€.

Se quer a melhor qualidade de som: Tidal

Para ouvir nuns auscultadores normais, no autocarro a caminho do trabalho, as diferenças em qualidade de som entre as diferentes plataformas de streaming não são significativas. Mas se investiu num bom sistema de som ou nuns auscultadores de gama alta e quer tirar o melhor proveito deles, a melhor aposta é o Tidal, onde a conta premium mais cara permite ouvir e descarregar música com compressão lossless, ou seja, que não perde qualidade relativamente a um ficheiro não comprimido.

Embora se possa experimentar o Tidal sem pagar, será sempre preciso escolher um tipo de conta premium no final do período gratuito – seja ela individual ou familiar, normal ou de alta-fidelidade. O serviço de streaming fundado por um grupo de músicos liderado por Jay Z põe a tónica na qualidade do som mas, na verdade, as suas contas básicas (que custam 6,99€ para uma pessoa e até 20,95€ para uma família de cinco pessoas) permitem ouvir música com uma qualidade semelhante à dos restantes serviços de streaming. Para ouvir música em alta qualidade é preciso escolher o plano HiFi, que custa 13,99€ para um utilizador e até 41,95€ para uma família.

Em maio deste ano, o Tidal contava com 4,2 milhões de subscritores e com uma biblioteca de 25 milhões de canções. É possível ainda ver videoclips em alta qualidade e ler textos curados por artistas e autores conceituados da área da escrita musical.

Se é Moche ou cliente MEO: MEO Music

O único serviço português desta lista é o MEO Music. Recomenda-se especialmente a quem já é cliente Moche, ou de alguns dos outros tarifários da MEO visto que, nesses casos, é gratuito. Se não for cliente, pode experimentar o serviço gratuitamente durante um máximo de três meses antes de começar a pagar: 4,99€ mensais se for cliente MEO não abrangido pelo serviço grátis, 6,99€ para os restantes.

Uma outra grande vantagem para os clientes MEO e Moche quando usam o serviço é que não gastam dados para ouvir música em streaming: o tráfego de dados para ouvir música no MEO Music fica incluído nas redes móveis MEO e Moche em território nacional. Ouvir música offline é mais difícil: mesmo com os tarifários pagos, a MEO Music permite o download de 10 canções em MP3 por mês.

O número de canções e de utilizadores do MEO Music não é público, sabendo-se apenas que contém “milhões” de canções. Porque é um serviço nacional, inclui no seu catálogo inúmeros artistas portugueses menos conhecidos que talvez não encontre em todos os outros serviços.

Se quer ouvir um álbum do princípio ao fim e ainda levar a t-shirt: Bandcamp

O Bandcamp foi fundado há nove anos e é uma plataforma diferente das restantes nesta lista. Não é possível criar playlists nem ter uma conta premium com um pagamento mensal. A grande vantagem é que não se paga para ouvir música em streaming no Bandcamp – basta procurar os artistas que quer ouvir e consultar toda a discografia que tenham disponibilizado no site para ouvir álbuns inteiros sem ter de pagar nem ouvir anúncios. No entanto, se prefere ouvir a mesma canção vezes sem conta, esse desejo tem um limite: quando se atinge um certo número de reproduções, uma pequena janela sugere ao utilizador que opte por “apoiar o artista”.

O pagamento chega no momento em que se quer descarregar o álbum ou uma música para ouvir offline o artista é quem define o preço (que pode começar em 0€, nalguns casos) — e o utilizador decide se quer pagar o preço definido ou se prefere pagar mais. Depois de descarregar o primeiro álbum, passa a ter acesso à aplicação do Bandcamp e a uma conta estilo-premium: não tem mensalidade mas permite criar um perfil onde se pode exibir as bandas que apoiou (comprando álbuns ou singles) e informação sobre o gosto musical pessoal.

Claramente mais vocacionada para melómanos, o Bandcamp não publicita números acerca do seu catálogo mas é certo que integra mais artistas independentes e pequenas editoras do que grandes celebridades. Muitas vezes, as páginas dos artistas e das editoras na plataforma têm uma secção de merch, ou loja online, onde se podem comprar discos físicos, t-shirts, posters ou outro material que as bandas queiram pôr à venda.

Resumindo e concluindo

Deixando de parte as particularidades de cada um dos serviços, a tabela abaixo permite comparar melhor os dados e as características comuns das plataformas. A tabela inclui o Google Play Music, o serviço de streaming da Google.

Antes de decidir fazer uma subscrição paga, não se esqueça de experimentar o período gratuito das plataformas, durante o qual pode descobrir se incluem as bandas de que mais gosta.

Comparação entre serviços de streaming de música

2016out20_tabela-streamming-01
n.d.: Não existem dados públicos. L.: Lossless.

Editado por Mariana de Araújo Barbosa.

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