Fed leva dólar e juros para máximos

  • Rita Atalaia
  • 14 Dezembro 2016

A moeda norte-americana está em máximos da sessão. A subida segue-se à decisão da Fed de aumentar os juros. As taxas a dois anos dos EUA também estão no nível mais elevado desde agosto de 2009.

O dólar tocou novos máximos da sessão, depois de a Fed ter decidido subir as taxas de juro. Mas não foi o único ativo a registar recordes. Os juros da dívida soberana a dois anos dos EUA também estão no valor mais elevado desde agosto de 2009. Já os principais índices acionistas norte-americanos estão em terreno negativo.

A moeda norte-americana está a beneficiar da decisão da Reserva Federal dos EUA de subir as taxas de juro pela segunda vez em 10 anos. O dólar está a apreciar 0,44% para 0,9453 face ao euro, depois de a Fed ter sinalizado uma subida mais célere das taxas de juro em 2017. Já contra o iene, a moeda norte-americana acelera 0,83% para 116,16. A decisão beneficia a “nota verde” ao torná-la mais atrativa para os investidores que procuram retornos.

Mas a divisa não é o único ativo que está a reagir à decisão do banco central. Os juros da dívida a dois anos dos EUA tocaram os 1,235%, o valor mais elevado desde agosto de 2009. Já os principais índices acionistas seguem no vermelho. O Dow Jones, que tem estado perto da marca dos 20 mil pontos, segue em baixa de 0,33% para 19.845,98 pontos. Já o S&P 500 cai 0,24% para 2.265,93 pontos, cedendo os ganhos e tocando novos mínimos diários. O tecnológico Nasdaq recua 0,29% para 5.447,33 pontos.

Trata-se da segunda vez nos últimos dez anos em que a entidade responsável pela política monetária dos EUA mexe no preço do dinheiro. A última foi em dezembro do ano passado. A medida já vinha a ser adiada ao longo de 2016, perante choques que surgiram, como a instabilidade no mercado chinês, a vitória do Brexit no referendo de junho e os receios em torno da possibilidade de Trump vencer as eleições presidenciais dos EUA. Mas acabou por ser essa vitória a levar a Fed a decidir avançar com a subida dos juros.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fed leva dólar e juros para máximos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião