Portugal obtém 1.250 milhões de euros. Juros baixam

Portugal levantou esta quarta-feira 1.250 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a cinco e oito anos. Os custos baixaram consideravelmente em ambos os prazos.

Foram 625 milhões de euros levantados em cada um dos dois leilões que Portugal realizou esta manhã e os custos baixaram de forma considerável face às últimas operações. Nas obrigações com maturidade a cinco anos, a taxa paga fixou-se em 2,174%, comparando com o juro de 2,75% registado no leilão de há dois meses.

No total, o IGCP obteve 1.250 milhões de euros com este duplo leilão, o montante máximo indicado pela agência, numa operação que marca a inversão na tendência de agravamento dos custos de financiamento que Portugal verificava desde o início do ano. Desta vez, os custos baixaram. Bastante.

No leilão de dívida com maturidade em 2022, a taxa de juro paga pelo Tesouro português ficou nos 2,174%, quando no último leilão comparável, realizado em fevereiro, a taxa havia ficado nos 2,75%. A procura foi 1,7 vezes superior à oferta.

Já no prazo a oito anos, o apetite do mercado por estes títulos de dívida foi ainda maior, o que permitiu reduzir o juro pago aos investidores: a taxa foi de 3,303%, que compara com os 3,95% pagos no leilão de obrigações a nove anos feito em março.

Com esta operação, Portugal já garantiu pouco mais de 6,5 mil milhões de euros em financiamento de longo prazo, quando prevê financiar-se no mercado de obrigações entre 14 mil milhões e 16 mil milhões de euros em 2017.

“Em ambas as maturidades, as yields exigidas foram inferiores às anteriormente pagas e a procura foi considerada robusta e superior às últimas emissões em março e fevereiro deste ano”, refere Marisa Cabrita, gestora de ativos da Orey iTrade. “Portugal acaba assim por beneficiar da correção observada nas yields nas últimas semanas na generalidade dos países europeus bem como os progressos em termos orçamentais reportados em 2016″, acrescenta.

"Portugal acaba assim por beneficiar da correção observada nas yields nas últimas semanas na generalidade dos países europeus bem como os progressos em termos orçamentais reportados em 2016.”

Marisa Cabrita

Orey iTrade

A baixa nos custos de financiamento do país acontece depois de um primeiro trimestre particularmente oneroso no que toca a emissões de nova dívida. E pode abrir a porta a novos leilões com prazos mais alargados ainda no decorrer deste mês.

O custo médio da nova dívida emitida nos três primeiros meses do ano subiu para 3,4%, face à taxa de 2,5% que o Tesouro português pagou em média no ano passado.

Em mercado secundário, os juros associados às obrigações a cinco anos cedem cerca de um ponto base para 2,199 pontos.

Juros descem após leilão

Fonte: Bloomberg (valores em %)

(Notícia atualizada às 11h13)

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