Cláudia Goya, nova presidente da PT: “Meo já chegou a 4 milhões de casas”

Cláudia Goya, a nova líder da PT, anunciou que a fibra da Meo já chegou a quatro milhões de casas. E reforçou: "Queremos ser um player digital."

Foi a primeira conferência de imprensa de Cláudia Goya desde que assumiu a liderança da PTPaula Nunes / ECO

A Meo anunciou esta quinta-feira que já presta cobertura de fibra ótica a quatro milhões de casas em Portugal, uma meta que é, para a nova presidente Cláudia Goya, “um momento muito importante” para a empresa e para Portugal. O anúncio foi feito na primeira conferência de imprensa desde que a gestora entrou em funções como líder da PT Portugal.

“Hoje assinalamos um momento muito importante não só para a PT e para a Altice, mas também para Portugal. Anunciamos que a fibra do Meo já chegou a quatro milhões de casas. Este importante marco está inserido no plano de deployment anunciado em 2015, de cobrir cinco milhões de casas em Portugal até 2020. Posiciona a PT como um grande caso de sucesso, não só em Portugal como ao nível da Europa e do mundo”, disse a presidente executiva. E acrescentou: “Redes de nova geração são fundamentais e um pilar para nós. Queremos ser um player digital líder, focado em convergência, conteúdos e advertising.”

Segundo João Epifânio, o também novo diretor de vendas da PT para o segmento do consumo, que veio substituir Luís Nascimento aquando da saída do gestor para a Nos, 66% do território nacional já terá cobertura de fibra ótica, um número muito acima dos 24% da média europeia. A PT tem planos para chegar a cinco milhões de casas até ao final da década.

O anúncio surge um dia após a reunião entre Cláudia Goya e os sindicatos de trabalhadores afetos à empresa, onde a gestora se comprometeu a manter um diálogo aberto sobre questões sociais com os trabalhadores. Em causa, um relatório da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que detetou 150 infrações na empresa, como ECO avançou em primeira mão. Esta quinta-feira, é a vez de os sindicatos serem recebidos pelo Governo.

Altice Labs vai ter novos polos em Portugal

A PT Portugal apresentou também um novo ponto de acesso de fibra ótica a que chamou de Fiber Gateway. Trata-se de um router que permitirá, segundo a empresa, atingir débitos de 1.000 Mbps de download e 200 Mbps de velocidade de uploadé um débito acima dos comuns 100 Mbps atuais, e a empresa não o faz por menos: diz que é a “velocidade Wi-Fi mais rápida de sempre”.

O diretor de tecnologia da PT, Alexandre Fonseca, apresentou o novo aparelho que foi desenvolvido no Altice Labs, em Aveiro. É tecnologia “made in Portugal”, que está já a ser adaptada ao mercado norte-americano. A Meo irá incluí-lo nos pacotes da nova campanha de rentrée, nas cinco modalidades de oferta convergente, a partir de 45 euros mensais.

A intervenção de Alexandre Fonseca foi uma ode à tecnologia portuguesa. O gestor destacou o papel “importante” que o Altice Labs em Aveiro, onde o grupo Altice assenta grande parte das atividades de investigação e desenvolvimento tecnológico, tem tido no panorama nacional e internacional, além do impacto que tem na criação de “empregos altamente qualificados”.

Serão já sete centenas de engenheiros a trabalhar no centro, a trabalharem para a Altice sob a batuta do português Alcino Lavrador — ele que é, hoje, o responsável do projeto para todos os mercados da Altice. “O Alcino Lavrador é hoje o responsável das operações de toda a Altice Labs. Este polo alberga 700 engenheiros altamente qualificados, a trabalharem a partir de Aveiro, a desenvolver hardware e serviços que chegam a 35 países em cinco continentes”, disse Alexandre Fonseca.

O responsável adiantou também que, face ao “sucesso” que tem tido no deployment da rede de fibra em Portugal, a Altice está a adaptar o modelo ao desenvolvimento desta rede em França e Estados Unidos, recorrendo a engenheiros portugueses com know-how nacional.

Além do mais, Alexandre Fonseca anunciou que o Altice Labs de Aveiro se irá expandir com novos polos noutras regiões do país. “Vamos ter polos Altice Labs de inovação e desenvolvimento tecnológico que não vão ser nem no Porto, nem em Lisboa, nem em Aveiro, onde temos os headquarters. O projeto tem hoje uma tração extraordinária a nível nacional e a nível de inovação e geração de emprego. Temos tecnologia made in Portugal a chegar aos quatro cantos do mundo”, sublinhou.

(Notícia atualizada às 10h30 com mais informações)

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