Ministros debateram “o Portugal que queremos ser” até 2030

  • Marta Santos Silva
  • 11 Setembro 2017

O ministro Pedro Marques explicou que os ministros começaram a delinear o caminho da sustentabilidade que se pretende para a próxima década, e que o debate vai ser aberto à sociedade em setembro.

Para o ministro do Planeamento Pedro Marques, o futuro de Portugal até 2030 começou a discutir-se esta segunda-feira num Conselho de Ministros que durou todo o dia, desde as 9h30 da manhã até ao final da tarde, mas este é apenas o princípio. “Avançamos agora ao longo do mês de setembro, adequado para fazer estas reflexões”, para começar a criar um debate na sociedade, junto das empresas e, já amanhã, junto do Conselho Económico e Social (CES).

Sobre uma aproximação ao PSD que para já parece difícil, de maneira a construir consensos para o próximo quadro comunitário de apoio após o final do Portugal 2020, Pedro Marques disse ser ainda cedo.

“Estamos no princípio de um debate”, disse aos jornalistas na residência oficial do primeiro-ministro. “A consensualização não se faz no mês das autárquicas. Mas o caminho para os consensos é possível e desejável”, acrescentou.

Foi a primeira reunião do Governo para discutir o próximo quadro comunitário de apoio após o final do programa Portugal 2020. Fonte do Executivo garantira à Lusa que seria apenas “uma reunião de reflexão e não de deliberação”, algo que o ministro Pedro Marques corroborou na conferência de imprensa que se seguiu ao encontro. O documento resultante da reunião, explicou, “é de abertura de debate. (…) É um documento base, com que o Governo abre e não fecha a reflexão”, afirmou.

Quem será consultado para criar um consenso nacional? Os partidos, mais tarde, após as autárquicas, mas também outras organizações e setores sociais. Começa amanhã, no Conselho Económico e Social, e os debates continuarão, seja junto das universidades sobre o conhecimento e inovação, seja junto das empresas sobre o crescimento, seja até sobre a “sustentabilidade demográfica”, acrescentou o ministro. Tudo isto para, em 2018, Portugal levar uma posição mais consolidada aos debates europeus sobre a próxima década de apoios.

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