Subida da derrama afetaria “conjunto muito pequeno de empresas”

  • ECO
  • 4 Novembro 2017

O ministro da Economia, Caldeira Cabral, não levanta o véu sobre as intenções do Governo de aceitar uma subida da derrama estadual pedida pela esquerda. Mas minimizou o seu impacto nas empresas.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, não avança se o Orçamento do Estado aprovado esta sexta-feira possa vir a incluir um aumento da derrama estadual, uma medida pedida pela esquerda e em discussão na especialidade. No entanto, Caldeira Cabral, numa entrevista à rádio TSF e Dinheiro Vivo, disse que, a avançar, a medida afetaria apenas “um conjunto muito pequeno de empresas”.

“As propostas nesse sentido iam afetar só as empresas com mais de 35 milhões de euros de lucro. (…) É um conjunto muito pequeno de empresas. Não vamos estar a criar uma ideia errada face ao conjunto de empresas que podem ser afetadas, vamos ver estas medidas primeiro no contexto na discussão da especialidade e no contexto de decisões que vão ter um caráter político também”, disse o ministro.

Antes, na mesma entrevista, já tinha referido que o “importante é garantir que não vai haver um aumento da carga fiscal”. “Isso o Orçamento do Estado garante, e ao mesmo tempo, que também não há baixas de impostos que põem em causa a consolidação orçamental. Vamos ver o que sai do debate”, apontou.

Caldeira Cabral comentou ainda as declarações de António Saraiva, presidente da CIP, que disse numa entrevista ao ECO24, o programa do ECO e da TVI24, que o ministro da Economia tem falta de força política. “Ouvi essa entrevista e o que ele disse foi que faltou aos ministros da Economia, e citou vários incluindo-me também nesse lote, capacidade para se impor junto das Finanças. A relação que tenho tido com o ministro das Finanças não é de eu me impor a ele ou de ele se impor a mim. Temos uma relação solidária dentro do Governo”, defendeu-se o ministro.

Impacto do Web Summit será “ligeiramente maior” este ano

Manuel Caldeira Cabral falou ainda do Web Summit, a grande conferência de tecnologia, empreendedorismo e inovação que deverá trazer a Lisboa mais de 50.000 pessoas na semana que vem. É a segunda vez que a capital portuguesa acolhe este evento e o ministro da Economia já tem expectativas.

“No ano passado a estimativa que fizemos em termos de impacto direto foi de 200 milhões, que se estima em restaurantes, hotéis e outros impactos. Neste ano o que estimo é que é ligeiramente maior, cerca de 250 milhões a 300 milhões, uma vez que vem mais gente”, explicou.

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