Galp pressiona Lisboa, EDP trava perdas

A Galp Energia fechou a sessão de quarta-feira a cair mais de 1,5%, seguindo a desvalorização dos preços do petróleo. Lisboa fechou no vermelho, mas a EDP travou as perdas.

As bolsas europeias fecharam em terreno negativo numa sessão em que o índice português chegou a cair mais de 1%. As perdas acabaram, no entanto, por ser mais moderadas para praça lisboeta face à recuperação de algumas empresas ao longo do dia de negociações. Os setores do retalho, da construção e petrolífero foram dos que mais contribuíram para o recuo. Na Europa, apenas o índice espanhol fechou com ganhos, de 0,30%, enquanto o Stoxx 600 caiu 0,49%.

Em Lisboa, o PSI-20 fechou a cai 0,16% para mínimos de dois meses, pressionado sobretudo pela Galp Energia. A petrolífera nacional derrapou 1,52% esta quarta-feira, com as ações a valerem agora 15,89 euros. A queda dos preços do petróleo, que se verifica há já quatro sessões consecutivas, contribuiu para as perdas, com a matéria-prima a desvalorizar em Londres 0,59% para 61,84 dólares o barril.

Também a Mota Engil contribuiu para o deslize do índice nacional. A construtora recuou 1,76% para 3,23 euros. Do lado do retalho, a Jerónimo Martins desvalorizou mais de 1% para 15,69 euros, enquanto a Sonae caiu 0,10% nesta sessão. A travar as perdas em Lisboa esteve a EDP. A empresa avançou 1,11% e os títulos estão agora a valer três euros.

Nota negativa para a Pharol. A antiga holding da Portugal Telecom não teve um dia fácil, depois da notícia de que a Espírito Santo International lhe exige o pagamento de uma alegada dívida de 750 milhões de euros mais juros, que a cotada já veio rejeitar. A informação, contudo, não deixou os investidores contentes e a Pharol acabou por desvalorizar 7,10% na bolsa. As ações valem agora 34 cêntimos.

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