Mota-Engil financia-se em 60,5 milhões a um juro de 4%

Emissão de obrigações da Mota-Engil vai financiar a empresa num montante total de 60,5 milhões de euros, a um juro de 4% ao ano. Empréstimo vence em 2023.

Já são conhecidos os resultados da “oferta particular de subscrição de obrigações” lançada pela Mota-Engil no passado dia 11 de dezembro, destinada apenas a investidores qualificados. A construtora revelou esta quarta-feira que recebeu “ordens de subscrição em numerário e/ou espécie no valor total de 60,5 milhões de euros”. As novas obrigações vencem em 2023 e têm uma taxa de juro anual de 4%.

Esta oferta de subscrição de obrigações tinha um montante mínimo de subscrição de 100.000 euros e pretendia angariar, no máximo, 131,29 milhões de euros para a construtora. As obrigações deverão ser emitidas no próximo dia 4 de janeiro. O objetivo é dar a hipótese a alguns dos atuais obrigacionistas de renovar os títulos, permitindo à empresa alargar a maturidade dos empréstimos, ou permitir a entrada a novos investidores mediante subscrição em dinheiro.

Desta feita, a operação permite amortizar “todas as obrigações representativas dos empréstimos obrigacionistas denominados ‘Mota-Engil USD 2014/2018’ e ‘Mota-Engil 2014/2019’ por si adquiridas no âmbito da subscrição em espécie das novas obrigações, pelo que solicitará o respetivo cancelamento”, informa a empresa num comunicado.”

“Com esta operação (…), a Mota-Engil concretiza os seus objetivos estratégicos de diversificação de fontes e tipos de financiamento, bem como de alargamento de maturidades”, sublinha a empresa numa nota enviada aos mercados.

(Notícia atualizada às 19h33 com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mota-Engil financia-se em 60,5 milhões a um juro de 4%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião