Pharol afunda mais de 5% após anunciar aumento de capital. Está em mínimos desde abril

Ações da gestora da participação na brasileira Oi recuam para o valor mais baixo desde abril, isto depois de anunciar um aumento de capital na sociedade até aos 55,5 milhões de euros.

A Pharol está sob pressão vendedora na bolsa. As ações perdem mais de 5%, depois de a cotada liderada por Palha da Silva ter anunciado um aumento de capital até aos 55,48 milhões de euros. A operação será decidida pelos acionistas a 7 de setembro e vai permitir à empresa portuguesa participar no aumento de capital da operadora de telecomunicações brasileira Oi.

Esta manhã, os títulos cediam 5,54% para 0,213 euros. Trata-se do valor mais baixo desde abril passado.

O comportamento negativo da Pharol surge depois de ontem ter anunciado uma assembleia-geral de acionistas para decidirem um aumento de capital através da emissão de novas ações, dos atuais 26,89 milhões de euros até 55,48 milhões, “conforme necessário para acorrer ao aumento do capital social da Oi”, segundo comunicou ao mercado.

A Pharol detinha uma participação de 22% na Oi, a qual ficou reduzida a 7,6% após a operadora brasileira ter avançado com uma operação de conversão de dívida em capital, o primeiro dos dois reforços de capital previstos no âmbito do seu plano de recuperação. A Oi terá agora um novo aumento de cerca de 900 milhões de euros até final do ano com entrada de novo dinheiro.

Desta vez, a cotada portuguesa pretende participar. E conta emitir ela própria emitir 952,9 milhões de ações ao preço de três cêntimos cada. Estes títulos estão reservados à subscrição preferencial dos acionistas.

Entretanto, a Oi viu esta quinta-feira a agência Standard & Poor’s melhorar o seu rating em dois níveis, de CCC+ (nível de quase incumprimento) para B, com uma perspetiva estável.

A Pharol apresenta-se com o pior desempenho na bolsa portuguesa. O PSI-20, o principal índice português, regista uma valorização de 0,04% para 5.489,7 pontos, avançando pelo segundo dia consecutivo. Galp e EDP, com subidas de 0,2% e 0,3%, ajudavam.

(Notícia atualizada às 9h06)

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