ūüé• Dep√≥sito na reserva. O que os portugueses pensam da greve dos motoristas?

Os portugueses estão a preparar-se para greve dos motoristas que começa segunda-feira. De passagem por alguns postos de abastecimento, o ECO foi saber a opinião dos utilizadores.

Os motoristas v√£o parar, a partir da pr√≥xima segunda-feira, por tempo indefinido. Mas, apesar das negocia√ß√Ķes com os sindicatos, a greve vai mesmo avan√ßar. O Governo j√° decretou os servi√ßos m√≠nimos que ir√£o ser mantidos durante a paralisa√ß√£o. A rede de postos de abastecimento de emerg√™ncia j√° foi definida: s√£o 374 postos, limitados a 15 litros por pessoa, disse o ministro do Ambiente e da Transi√ß√£o Energ√©tica, Jo√£o Pedro Marques Fernandes.

Contudo, os portugueses gostam de se prevenir. At√© o pr√≥prio Presidente da Rep√ļblica, que j√° atestou o seu carro antes de partir para f√©rias. Muitos j√° come√ßaram a corrida √†s gasolineiras e os n√ļmeros falam por si: a venda de combust√≠vel aumentou 30% na semana passada, em rela√ß√£o ao mesmo per√≠odo do ano passado. “Se n√£o fosse a greve, nem atestava”, confessou Ana Valente ao ECO, enquanto esperava na fila para encher o dep√≥sito em Campo de Ourique, no centro de Lisboa. Teresa Martins tamb√©m estava na mesma fila, mas por motivos diferentes. “Estou a atestar porque vou de f√©rias, e preciso de combust√≠vel para ir e voltar”, contou.

“Estou aqui desde as sete da manh√£ e ainda n√£o parei”, disse o funcion√°rio de um dos postos de abastecimento. Era meio-dia, quando encerrou para almo√ßar. No dep√≥sito havia 1.900 litros de gasolina e cinco mil de gas√≥leo para a venda ao p√ļblico. “Sou obrigado a deixar o restante para os bombeiros e para as autoridades”, referiu.

“A greve √© um direito que lhes assiste, mas…”

“A greve √© um direito que os motoristas t√™m”, disse Jo√£o Neves. Mas ningu√©m o contesta. Jos√© Pinto, Ana Valente, Abel F√©lix e todos os utilizadores com quem o ECO falou, de passagem por alguns postos de abastecimento do centro de Lisboa, reconhecem o direito que os motoristas t√™m em fazer greve, tal como todos os trabalhadores. Contudo, nem todos est√£o contentes com a situa√ß√£o. Ali√°s, Marcelo Rebelo de Sousa, antes de partir para a Alemanha, alertou os sindicatos para o risco de terem contra si a ‚Äúgeneralidade dos portugueses‚ÄĚ, por acharem ‚Äúque o sacrif√≠cio √© excessivo‚ÄĚ.

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