Brasileira Oi afasta rumores de intervenção pública

Imprensa brasileira noticiou na semana passada que a deterioração das finanças da operadora brasileira poderia levar à intervenção do regulador.

O conselho de administração da Oi afastou esta terça-feira rumores que dão conta de que o regulador das telecomunicações poderia intervir na operadora brasileira, cujo dinheiro disponível em caixa só chega até fevereiro do próximo ano se nada for feito.

Na semana passada, o jornal Estadão adiantou que a Oi está sob intensa pressão financeira. A telecom apresentou um diagnóstico grave à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e mostrou que o dinheiro em caixa chegou ao “mínimo necessário” para se manter a operar, prevendo que os recursos terminem em fevereiro de 2020 caso a situação se mantenha. Na ocasião, o mesmo jornal revelou mesmo que este cenário de deterioração financeira da Oi poderia levar a uma intervenção do regulador na operadora onde a portuguesa Pharol PHR 2,86% é acionista de referência. As ações da Oi afundaram 30% na bolsa brasileira e a Pharol também foi arrastada: perde quase 20% este mês.

Este rumor já foi afastado pela própria Anatel. A Oi também desmente agora. “É importante ressaltar, como já mencionado em nota da própria Anatel, que não existe nenhuma discussão diferente do acompanhamento já sendo realizado, e que não existe dissenso quanto ao foco na execução do plano estratégico“, referiu a empresa brasileira em comunicado ao mercado.

Ainda segundo o Estadão, a administração da companhia, liderada por Eurico Teles, está neste momento à procura de soluções para dar a volta à crise, estando em conversas com bancos para discutir formas de conseguir obter 550 milhões de euros. Em cima da mesa está a venda de ativos não estratégicos ou um novo aumento de capital, disse o mesmo jornal.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira, a Oi disse que o plano estratégico apresentado em julho contempla “diversas frentes de execução, envolvendo ações de curto, médio e longo prazo”, destacando-se os “investimentos em fibra e a recuperação do posicionamento da companhia em várias áreas chave, incluindo FTTH, B2B, Atacado e a geração de valor estratégico com as Operações Móveis”.

“Foram destacadas também as ações de geração de liquidez, incluindo venda de ativos não estratégicos e um amplo programa de redução de custos através de ações de transformação estrutural da companhia”, revelou a empresa.

Pharol perde 20% em agosto

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Brasileira Oi afasta rumores de intervenção pública

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião