Brasileira Oi afasta rumores de intervenção pública

Imprensa brasileira noticiou na semana passada que a deterioração das finanças da operadora brasileira poderia levar à intervenção do regulador.

O conselho de administração da Oi afastou esta terça-feira rumores que dão conta de que o regulador das telecomunicações poderia intervir na operadora brasileira, cujo dinheiro disponível em caixa só chega até fevereiro do próximo ano se nada for feito.

Na semana passada, o jornal Estadão adiantou que a Oi está sob intensa pressão financeira. A telecom apresentou um diagnóstico grave à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e mostrou que o dinheiro em caixa chegou ao “mínimo necessário” para se manter a operar, prevendo que os recursos terminem em fevereiro de 2020 caso a situação se mantenha. Na ocasião, o mesmo jornal revelou mesmo que este cenário de deterioração financeira da Oi poderia levar a uma intervenção do regulador na operadora onde a portuguesa Pharol PHR 0,20% é acionista de referência. As ações da Oi afundaram 30% na bolsa brasileira e a Pharol também foi arrastada: perde quase 20% este mês.

Este rumor já foi afastado pela própria Anatel. A Oi também desmente agora. “É importante ressaltar, como já mencionado em nota da própria Anatel, que não existe nenhuma discussão diferente do acompanhamento já sendo realizado, e que não existe dissenso quanto ao foco na execução do plano estratégico“, referiu a empresa brasileira em comunicado ao mercado.

Ainda segundo o Estadão, a administração da companhia, liderada por Eurico Teles, está neste momento à procura de soluções para dar a volta à crise, estando em conversas com bancos para discutir formas de conseguir obter 550 milhões de euros. Em cima da mesa está a venda de ativos não estratégicos ou um novo aumento de capital, disse o mesmo jornal.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira, a Oi disse que o plano estratégico apresentado em julho contempla “diversas frentes de execução, envolvendo ações de curto, médio e longo prazo”, destacando-se os “investimentos em fibra e a recuperação do posicionamento da companhia em várias áreas chave, incluindo FTTH, B2B, Atacado e a geração de valor estratégico com as Operações Móveis”.

“Foram destacadas também as ações de geração de liquidez, incluindo venda de ativos não estratégicos e um amplo programa de redução de custos através de ações de transformação estrutural da companhia”, revelou a empresa.

Pharol perde 20% em agosto

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