Minoritário ou não, o importante é Governo dar resposta aos trabalhadores, diz CGTP

Consiga ou não um acordo escrito com as bancadas mais à esquerda, o importante é saber se próximo Governo de António Costa terá "abertura e força" para dar respostas aos trabalhadores, diz CGTP.

A questão de fundo da próxima legislatura não é saber se o Governo de António Costa será minoritário ou se contará com o apoio dos partidos mais à esquerda, salienta o dirigente da CGTP. À saída de uma reunião com o primeiro-ministro indigitado, Arménio Carlos frisou que o importante é saber se o próximo Executivo terá “abertura, humildade e força” para dar resposta às necessidades dos trabalhadores e reforçou que os sindicatos estão disponíveis para negociar, mas não para “um diálogo faz de conta”.

Em declarações aos jornalistas, o sindicalista voltou a defender que é preciso rever “as normas gravosas da legislação do trabalho” e reforçou que o processo que agora se está a iniciar não pode ficar marcado pela criação de expectativas a priori que, depois, se “tornam em frustrações por falta de resposta”.

Já sobre os próximos quatro anos, Arménio Carlos salientou que a questão de fundo “não é saber se há um Governo minoritário” ou não, mas saber “se um Governo minoritário terá as condições de abertura, humildade e força para fazer opções que respondam às necessidades dos trabalhadores”.

O líder da CGTP acrescentou ainda que esta estrutura sindical está disponível para negociar, mas não para “um diálogo faz de conta”, no âmbito do qual as reivindicações são ouvidas mas não se traduzem em resultados práticos.

Também à saída de uma reunião com António Costa, a dirigente da UGT adiantou que o país precisa de estabilidade e que todas as partes têm de trabalhar para isso. “Com negociação e vontade de ambas as partes, penso que conseguimos chegar a um final que não seja negativo para os trabalhadores”, declarou Lucinda Dâmaso.

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