Dúvidas em torno do Brexit deixam bolsas em baixo. Lisboa também perde

Partido Democrata Unionista, que tem forte implementação na Irlanda do Norte, anunciou que não vai apoiar plano do Brexit acordado entre Reino Unido e Bruxelas.

As bolsas europeias abriram a sessão em terreno negativo, e Lisboa não foi exceção, isto apesar de Reino Unido e União Europeia terem chegado a um acordo para um Brexit ordenado. Só que o Partido Democrata Unionista, que tem forte implementação na Irlanda do Norte, já anunciou que não pode apoiar o plano negociado entre Londres e Bruxelas, o que deixa dúvidas sobre a sua aprovação no Parlamento britânico.

Os primeiros minutos de negociação mostram perdas ligeiras nos principais índices do Velho Continente. O Stoxx 600 cai 0,2%, assim como o espanhol Ibex-35. Em Frankfurt e Paris, as perdas eram de 0,14 e 0,3%, respetivamente.

Por cá, o PSI-20, o principal índice nacional, também cede 0,16% para 4.991,62 pontos, com o banco BCP, que tem maior peso no rumo geral da bolsa, a cair 0,85% para 0,1983 euros. Também o peso pesado Jerónimo Martins recua 0,23% para 15,05 euros.

A amparar a queda da praça nacional estão sobretudo EDP e EDP Renováveis, mas os ganhos são também contidos: as ações ganham 0,03% e 0,41%. A EDP anunciou esta quarta-feira que produziu menos energia nos primeiros nove meses do ano. Na véspera tinha sido a EDP Renováveis a informar o mercado que aumentou a produção.

Lisboa abre em terreno negativo

O sentimento geral nas praças é negativo esta manhã, influenciado sobretudo pelos últimos desenvolvimentos no processo do Brexit. “As esperanças que foram crescendo nas últimas horas em relação a um desfecho feliz do Brexit foram hoje abaladas pelas declarações do Partido Democrata Unionista”, referem os analistas do BPI.

Este partido já veio dizer que não está satisfeito com os moldes atuais do plano negociado entre Boris Johnson e a União Europeia para um Brexit mais ordenado, porque considera que vai impor barreiras entre a Irlanda do Norte e o Reino Unido. O acordo fica assim à mercê de um chumbo no Parlamento britânico, tal como os anteriores acordos que caíram entretanto.

“Para que o Parlamento aprove o esboço de plano concordado por Boris Johnson e a União Europeia necessita dos dez deputados do Partido Democrata Unionista não só para obter a maioria, mas também porque a posição deste partido condiciona o voto individual de diversos deputados conservadores”, diz o BPI no Diário de Bolsa.

(Notícia atualizada às 8h31)

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