Agora é “virtualmente impossível” destituir Donald Trump

O Senado, controlado pelo Partido Republicano, travou a audição a novas testemunhas no processo do impeachment a Donald Trump, tornando "virtualmente impossível" a destituição do presidente dos EUA.

Donald Trump, presidente dos EUA, deverá ser absolvido pelo Senado no julgamento da destituição, depois de o Partido Republicano ter rejeitado a audição a novas testemunhas. A votação final das acusações de abuso de poder e obstrução ao Congresso é esperada na próxima quarta-feira.

O Partido Democrata, promotor do impeachment ao presidente em funções, não obteve o apoio dos quatro senadores republicanos cuja posição era vista como crítica para uma eventual destituição. Esta sexta-feira, a tentativa dos democratas de invocar novas testemunhas, incluindo o antigo conselheiro de segurança nacional John Bolton, foi chumbada por 49 votos a favor contra 51 contra.

Somente dois senadores republicanos — o antigo candidato presidencial Mitt Romney (Estado de Utah) e Susan Collins (Estado de Maine) — votaram no sentido de ouvir novas testemunhas. Ora, de acordo com o The New York Times (acesso pago), nestas circunstâncias, a destituição de Donald Trump é “virtualmente impossível”.

“A América vai lembrar-se deste dia, infelizmente, em que o Senado não esteve à altura das suas responsabilidades, depois de se ter afastado da verdade e levou a cabo um julgamento fraudulento”, afirmou o senador e líder democrata Chuck Shumer, do Estado de Nova Iorque, citado pelo jornal norte-americano. Do lado do Partido Republicano, um dos principais argumentos é a indisponibilidade de destituir um presidente menos de dez meses antes do fim do mandato.

O Partido Democrata deu início ao impeachment no ano passado, depois de uma denúncia ter exposto um telefonema suspeito entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no qual Trump pressionou o homólogo para iniciar uma investigação aos negócios da família do adversário político Joe Biden na Ucrânia. Na altura desse telefonema, um pacote de ajudas milionárias à Ucrânia foi suspenso pela Casa Branca.

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