Wall Street recua. Guerra comercial assusta investidores

Os principais índices norte-americanos acompanharam as praças europeias e fecharam com perdas, face à escalada das tensões comerciais. EUA caminham para ser um dos países mais protecionistas do mundo.

Wall Street encerrou a sessão com perdas, num dia em que escalaram as tensões comerciais entre EUA e China. Dois tweets do Presidente Donald Trump ameaçaram a China com um reforço de tarifas aduaneiras existentes e novos impostos sobre uma nova lista de bens importados, devido à “lentidão” no decurso das negociações.

Depois de arrancarem a sessão desta segunda-feira com quedas superiores a 1%, os três principais índices recuperaram fôlego e chegaram ao fim do dia com perdas mais ligeiras. O S&P 500 caiu 0,45%. O industrial Dow Jones perdeu 0,26%. Já o tecnológico Nasdaq recuou 0,5%. Wall Street acompanhou, desta forma, a tendência assistida deste lado do Atlântico.

Na sequência dos últimos desenvolvimentos, o Presidente Xi Jinping estará a ponderar abandonar a mesa das negociações, num súbito revés que apanhou os investidores de surpresa, numa altura em que as expectativas apontavam para o surgimento de um novo acordo que pusesse fim à guerra comercial. Em contrapartida, se as novas tarifas de Trump entrarem mesmo em vigor na sexta-feira, os EUA tornam-se oficialmente uma das economias mais protecionistas do mundo, segundo a CNBC.

Sensível às relações com a China, a Apple fechou a cair 1,54%, para 208,48 dólares. Para as perdas contribuiu também a notícia de que a fabricante do iPhone vai ser investigada pela Comissão Europeia depois de uma queixa interposta pelos suecos da Spotify, dona da conhecida plataforma de streaming de música com o mesmo nome. Também a Caterpillar e a Boeing, duas das companhias mais expostas às relações comerciais sino-americanas, desvalorizaram 1,65% e 1,25%, respetivamente.

Nem mesmo a holding do magnata norte-americano Warren Buffett escapou à maré vermelha deste início de semana. No primeiro dia de negociações depois da assembleia-geral de acionistas, um encontro que atrai milhares de investidores e que decorreu este fim de semana em Omaha, as ações da Berkshire Hathaway derraparam 2,42%, para 213,31 dólares cada título.

As negociações também foram condicionadas pelo aumento das tensões entre EUA e o Irão. Os norte-americanos deslocaram para o Médio Oriente o porta-aviões USS Abraham Lincoln e um conjunto de bombardeiros para enviarem uma mensagem aos iranianos, perante um “conjunto de indicações problemáticas” vindas do Irão, como afirmou o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, citado pela CNN.

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