“Não temos a Huawei no núcleo” das redes, diz a Nos

A Nos está confiante de que Portugal vai acompanhar as recomendações de Bruxelas no 5G. Mas revelou que, no seu caso, a Huawei já não faz parte do núcleo da sua rede.

A Nos NOS 0,52% revela que a tecnologia da Huawei não está presente no núcleo da sua rede de telecomunicações: “Não temos a Huawei no núcleo [da rede]”, afirmou o administrador financeiro, numa conferência telefónica com analistas.

A revelação surge duas semanas depois de Bruxelas ter recomendado aos Estados-membros que afastem as chamadas “fabricantes de alto risco” do núcleo das suas redes. Apesar de a Comissão Europeia não ter mencionado nomes, a chinesa Huawei, acusada de ser um veículo e espionagem da China, tem estado no topo das preocupações.

Instado a clarificar a situação da Nos à luz destas recomendações, José Pedro Pereira da Costa garantiu que a Nos recorre a tecnologia da Ericsson, da Nokia e da Huawei nas suas redes. Depois, questionado sobre se o core da sua rede é composto por tecnologia destes três fabricantes, o gestor negou: “Não temos a Huawei no núcleo”, garantiu.

Não ficou claro, porém, se se referia às redes atuais de 4G ou à rede de 5G que já começou a desenvolver em alguns locais do país, nomeadamente em Matosinhos. Mas é público que Altice Portugal e Nos têm recorrido à Huawei para a construção das suas redes de quinta geração.

Na mesma conferência telefónica, o gestor da Nos disse ainda aos analistas que a empresa está confiante de que Portugal “vai obedecer às recomendações da União Europeia”. “O sentimento geral é de que não vão existir grandes problemas neste mercado em particular”, sinalizou.

Altice vendeu a fibra, mas Nos desconhece oferta de acesso à rede

A Altice Portugal vendeu 49,99% da rede de fibra ótica a um consórcio de investidores, mas nada mudou no mercado. Segundo a concorrente Nos, “ainda não há qualquer oferta comercial” para aceder à rede, que continua a ser controlada pela Meo.

Incentivado a comentar o negócio por um analista do Goldman Sachs, o administrador financeiro da Nos, José Pedro Pereira da Costa, garantiu que não existe qualquer oferta grossista no mercado, apesar da venda.

“Ainda não há qualquer oferta comercial. Ou seja, sabemos que há um novo acionista, mas não foram tornados públicos os termos de acesso à nova rede”, garantiu o gestor da Nos, numa conferência telefónica com analistas realizada após a apresentação dos resultados de 2019. Dito isto, assumiu também que “ainda é cedo”.

A venda da rede de fibra ótica da Meo foi anunciada em meados de dezembro de 2019. O comprador foi o consórcio Morgan Stanley Infrastructure Partners, numa operação que avaliou o ativo em 4,63 mil milhões de euros. Apesar da alienação, a Altice Portugal mantém o controlo da rede.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

“Não temos a Huawei no núcleo” das redes, diz a Nos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião