Ferro Rodrigues propõe plenários com 1/5 dos deputados

A conferência de líderes da Assembleia da República vai reunir esta segunda-feira para discutir medidas de mitigação do coronavírus no Parlamento, revelou Ferro Rodrigues.

O presidente da Assembleia da República convocou uma reunião da conferência de líderes para esta segunda-feira, a qual irá “discutir, votar e aprovar” medidas de contenção da pandemia do coronavírus no Parlamento. Entre elas está a realização de sessões plenárias com presença limitada a um quinto dos deputados.

“Decidi convocar para hoje [segunda-feira] a conferência de líderes com o objetivo de discutir, votar e adotar medidas complementares às anteriormente tomadas. Vou propor que o plenário deve reunir apenas uma vez por semana até domingo de Páscoa, exceto se as circunstâncias o exigirem, e deve excecionalmente reunir com quórum de funcionamento de um quinto dos deputados”, afirmou, em declarações transmitidas pela RTP 3.

Além destas, Eduardo Ferro Rodrigues irá propor que estes deputados possam voar “em proporção de cada grupo parlamentar”, e que “as comissões devem reunir apenas se necessário, mas só a mesa e os coordenadores” dos diferentes partidos, disse. No que toca a deputados e funcionários incluídos nos chamados “grupos de riscos”, estes terão “faltas justificadas”.

Na mesma conferência de imprensa, Ferro Rodrigues afirmou que, na quarta-feira à tarde, após o Conselho de Estado por teleconferência com o Presidente da República de manhã, o Parlamento deverá ser chamado a “discutir e votar” a declaração de estado de emergência, a pedido de Marcelo Rebelo de Sousa. E admite que as medidas extraordinárias em plena pandemia podem ser “atualizadas à medida que forem necessárias”.

“A Assembleia da República deve dar o exemplo pelo trabalho e pela prevenção”, considerou o presidente do Parlamento, recordando, assim, que este órgão de soberania não se pode “demitir das suas funções” nesta fase difícil para o país.

Estas medidas surgem numa altura em que Portugal entra na “fase de mitigação” da pandemia, que é caracterizada pela transmissão local do vírus. Portugal tem já 331 casos confirmados da doença Covid-19.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Ferro Rodrigues propõe plenários com 1/5 dos deputados

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião