Hoje nas notícias: Montijo, coronavírus e coimas

  • ECO
  • 17 Março 2020

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

Os efeitos da pandemia de coronavírus na economia portuguesa continuam a marcar o dia: os economistas estimam que o desemprego possa atingir 15% e que, com a paragem das fábricas, a produção automóvel caia até 20% este ano. Destaque ainda para as coimas de 3,5 milhões aplicadas no caso PT e para as promessas deixadas pelo Governo aos moradores da Moita em relação ao aeroporto do Montijo.

CMVM aplica coimas de 3,5 milhões no caso PT

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) decidiu aplicar coimas no valor de 3,5 milhões de euros, no âmbito do processo de contraordenação que envolve os antigos gestores da Portugal Telecom (PT) e o investimento de 897 milhões de euros da operadora na Rioforte. A CMVM concluiu que não foi cumprido o dever de divulgação de informação adequada ao mercado. Nem a antiga PT SGPS (hoje Pharol) nem a comissão de auditoria da PT escaparam às coimas aplicadas pelo regulador do mercado. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).

Governo oferece isolamento sonoro para ter novo aeroporto

O Governo comprometeu-se a minimizar o impacto sonoro do aeroporto que planeia construir no Montijo. Para tal, vai oferecer isolamento sonoro aos moradores da Moita, município cujo parecer sobre o projeto para construir esta infraestrutura é negativo. A medida foi anunciada pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, depois de uma reunião com o presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia. O Executivo comprometeu-se a fazer um “trabalho suplementar” para minimizar o impacto sonoro do aeroporto. Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

PCP: Financiamento de campanhas deve ser reduzido para metade

O PCP quer que a subvenção pública que é atribuída aos partidos encolha 40% e defende a redução para metade do financiamento às campanhas eleitorais. Atualmente, a lei diz que a subvenção atribuída aos partidos equivale a 1/135 do Indexante dos Apoios Sociais (IAS) por cada voto obtido na eleição de deputados à Assembleia da República. Já está previsto um corte de 10% a esse valor, mas o PCP quer agora quer que, por cada voto obtido, os partidos passem a receber 1/225 do IAS. Esta proposta foi apresentada pela bancada comunista no Parlamento no final da semana e deverá ser discutida a 3 de abril, em plenário. Leia a notícia completa no Diário de Notícias (acesso pago).

Coronavírus pode levar desemprego a atingir 15%

A crise económica que poderá resultar da atual pandemia de coronavírus poderá levar a taxa de desemprego a atingir os 15%, calculam os economistas. Nesse cenário, até ao final do ano, mais 340 mil pessoas perderiam o trabalho. Daí que os especialistas sublinhem a necessidade de uma “poderosa” ajuda europeia e governamental às empresas e aos trabalhadores. “A crise que pode gerar-se, se não existirem apoios substanciais, pode ser mais grave do que a registada em 2008”, enfatiza Eugénio Rosa. Leia a notícia completa no Correio da Manhã (acesso pago).

Com fábricas paradas produção automóvel pode cair até 20%

A pandemia de coronavírus está a obrigar as fábricas de automóveis a pararem os trabalhos, o que poderá ter um impacto até 20% na produção deste ano. Isto de acordo com os cálculos feitos pelos economistas, horas depois da unidade do grupo Peugeot-Citroën (PSA) em Mangualde ter anunciado a suspensão da linha de montagem por um período de dez dias. “A indústria automóvel tem um peso relevante para a economia portuguesa, pelo que o impacto é muito intenso”, sublinha o economista Augusto Mateus. “Os meses de março e abril serão de redução drástica na produção e representam até 20% da atividade económica em Portugal. A mesma percentagem aplica-se à produção automóvel. Estamos à porta de um choque sem precedentes”, estima o mesmo. Leia a notícia completa no Dinheiro Vivo (acesso livre).

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Hoje nas notícias: Montijo, coronavírus e coimas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião